Economia

Alckmin defende limitar o valor destinado a emendas parlamentares

O vice-presidente afirmou que essas verbas precisam de autoria clara e de instrumentos de acompanhamento

Alckmin defende limitar o valor destinado a emendas parlamentares
Alckmin defende limitar o valor destinado a emendas parlamentares
O vice-presidente Geraldo Alckmin. Foto: Bruno Peres / Agência Brasil
Apoie Siga-nos no

O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) defendeu nesta quinta-feira 9 limitar o montante destinado às emendas parlamentares, em meio a uma disputa entre os Poderes sobre o tema.

Recentes decisões do ministro do Supremo Tribunal Federal Flávio Dino exigiram novos mecanismos de transparência e rastreabilidade e irritaram lideranças do Congresso Nacional.

As emendas parlamentares são recursos do Orçamento que podem ser direcionados por deputados e senadores a seus redutos eleitorais. Existem três modalidades: individuais, de bancada estadual e de comissão. As duas primeiras são impositivas.

Alckmin afirmou, em entrevista à rádio Eldorado, que na maioria das democracias os congressistas apresentam emendas e que elas devem ser impositivas — ou seja, de execução obrigatória pelo governo federal. Disse, porém, ser necessário discutir o valor e a transparência.

Ele avalia que no Brasil os recursos dedicados às emendas são altos demais, o que gera uma distorção. Além disso, declarou, essas verbas precisam de autoria clara e de instrumentos de acompanhamento.

“Ela é normal no regime democrático e deve ser impositiva, mas com valores mais limitados. Nunca houve emendas de valores tão elevados quanto nesses últimos anos.

Deputados e senadores ainda precisam votar o Orçamento deste ano, que definirá o novo estágio das emendas parlamentares. Ao chancelar a peça orçamentária de 2024, o Congresso projetou um montante recorde de 53 bilhões de reais.

ENTENDA MAIS SOBRE: , , , , , , ,

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

2026 já começou

Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.

A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.

Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.

Assine ou contribua com o quanto puder.

Leia também

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo