Política
Governo Lula detalha operações de emergência contra a dengue; entenda as ações
As iniciativas serão articuladas com estados, municípios e especialistas
O governo Lula (PT) anunciou um monitoramento do aumento de casos de dengue no País e, para isso, instalará um Centro de Operações de Emergência em Saúde para essa e outras arboviroses.
Em coletiva de imprensa realizada nesta quinta-feira 9, a ministra da Saúde, Nísia Trindade, destacou que o plano deve priorizar a prevenção, a partir de “medidas simples que cada cidadão pode adotar, como dedicar ao menos dez minutos semanais para eliminar possíveis focos do mosquito em casa e nas proximidades”.
O centro deverá funcionar por meio de ações coordenadas com estados, municípios, pesquisadores, instituições científicas e outros ministérios.
Uma das iniciativas será a adoção de novas tecnologias de combate à dengue, a exemplo de um método conhecido como Wolbachia. Ele se baseia na inserção de mosquitos Aedes Aegypti, transmissores da doença, em laboratórios. Assim, seria possível estudar os modos de impedir a reprodução.
O governo também pretende implementar 150 mil Estações Disseminadoras de Larvicida, voltadas a áreas periféricas. A estação serve como uma espécie de armadilha para os mosquitos, pois usará potes de água cobertos com tecidos pretos impregnados de larvicidas em pó.
Para impedir que os mosquitos se proliferem, os entes públicos executarão uma borrifação residual intradomiciliar em áreas de grande circulação de pessoas, como creches, escolas e asilos.
As iniciativas são, ao mesmo tempo, de prevenção e vigilância. Para isso, o governo distribuirá três milhões de testes para detecção de dengue e outras arboviroses. O aumento da vacinação também está no pacote, com a aquisição de 9,5 milhões de doses para 2025.
As medidas deste ano surgem depois de um 2024 marcado pelo recorde de dengue no Brasil: houve 6,6 milhões de casos diagnosticados e 6 mil mortes pela doença, segundo o Ministério da Saúde.
Este ano começou com os diagnósticos em alta. Até a última quarta-feira 8, 10,1 mil casos prováveis foram registrados, enquanto dez óbitos estão sob investigação. Metade dos casos se concentra em São Paulo e Minas Gerais.
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