Cultura
Os 500 anos de Tintoretto
Veneza comemora cinco séculos do pintor mais célebre da cidade com duas exposições
Violência, morte e sensualidade: temas retratados pelo pintor italiano Jacopo Robusti, mais conhecido como Tintoretto, o pequeno tintureiro. O nome era uma referência à profissão do pai. Tintoretto era o pintor oficial de Veneza e, acima de tudo, um excelente homem de negócios.
O Palácio dos Doges, em Veneza, é um verdadeiro museu de Tintoretto – embora seu maior concorrente, Ticiano, também pintasse por lá. Tintoretto chegou a ser aprendiz de Ticiano, mas diz a lenda que o mestre se sentia ameaçado pelo talento do veneziano.
Cerca 700 pinturas são atribuídas ao artista – quadros que ele dificilmente teria conseguido fazer sozinho. Tintoretto tinha um ateliê com muitos assistentes, além dos três filhos que também o ajudavam. Foi assim que surgiu a maior pintura do mundo na época: um trabalho de mais de 600 artesãos.
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Para potencializar a dramaticidade das cenas, Tintoretto também fazia ensaios com miniaturas antes de pintar. Assim, ele podia explorar os efeitos da luz para gerar uma atmosfera de mais sensualidade em seus quadros.
Em 2018, Veneza celebra o aniversário de 500 anos de Tintoretto. Uma exposição dupla no Palácio Ducal e na Galeria da Academia homenageia o pintor com obras cedidas por museus e galerias do mundo todo.
Entre as obras expostas, o quadro “O milagre de São Marcos”, pintura que deu fama a Tintoretto. Nela, São Marcos salva um escravo da tortura.

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