Do Micro Ao Macro

Quais são as tendências de fraudes e golpes digitais para 2025

Empresas devem investir em tecnologias e estratégias para acompanhar a evolução dos golpes cibernéticos

Quais são as tendências de fraudes e golpes digitais para 2025
Quais são as tendências de fraudes e golpes digitais para 2025
Thiago Bertacchini, Head de Vendas da Mangopay
Apoie Siga-nos no

O Brasil lidera a lista de países que mais sofrem ataques cibernéticos, segundo um relatório recente da Kaspersky. Em 2025, as fraudes digitais devem se diversificar ainda mais, exigindo que empresas adotem medidas mais eficientes para proteger seus negócios e consumidores.

De acordo com a Juniper Research, as perdas globais por fraudes online devem alcançar US$ 400 bilhões em 2025. Esse cenário exige que as empresas adotem uma postura proativa, combinando tecnologias avançadas e conscientização de trabalhadores e clientes.

Thiago Bertacchini, Head de Vendas da Mangopay, afirma que “as empresas precisarão integrar segurança digital e experiência do cliente de forma estratégica, garantindo proteção sem comprometer a jornada do usuário.”

Tecnologia pode ser aliada e ameaça

O avanço tecnológico está no centro das fraudes emergentes e também das soluções para combatê-las. Por exemplo, a inteligência artificial generativa está sendo usada para criar fraudes sofisticadas, como deepfakes e comunicações fraudulentas.

Ao mesmo tempo, ferramentas de IA podem identificar padrões de comportamento suspeitos, bloqueando ações fraudulentas em tempo real. Soluções como biometria comportamental e autenticação multifator também desempenham papel importante na segurança digital.

No entanto, é necessário equilibrar segurança com experiência do usuário. Estudos indicam que consumidores preferem soluções que protejam suas transações sem comprometer a praticidade.

Principais tipos de fraudes esperados em 2025

As fraudes digitais estão se tornando mais diversificadas e direcionadas. Algumas tendências incluem:

  • Fraudes baseadas em IA generativa: Ferramentas como ChatGPT estão sendo exploradas para criar comunicações fraudulentas e deepfakes em golpes financeiros.
  • Ataques a carteiras digitais: Phishing e engenharia social continuam sendo usados para roubo de credenciais e acesso a sistemas de pagamento.
  • Ransomware avançado: Ataques cada vez mais personalizados visando extorsão de empresas.
  • Golpes em e-commerce: Manipulação de avaliações e compras simuladas continuam a impactar consumidores e empresas.
  • Exposição de APIs vulneráveis: Criminosos exploram falhas em APIs para acessar dados sensíveis.
  • Fraudes com Pix: Malware como o Pixpirate e campanhas de phishing permanecem entre os métodos mais comuns de golpe.

Estratégias para mitigar riscos

Empresas podem adotar tecnologias para reduzir riscos de fraude, como:

  • IA preditiva para antecipar comportamentos anômalos.
  • Tokenização e criptografia para proteger dados.
  • Segurança para APIs com monitoramento contínuo.
  • Zero Trust Architecture (ZTA), que exige verificações rigorosas para cada solicitação de acesso.

Segurança e experiência do consumidor

O equilíbrio entre segurança e conveniência é cada vez mais necessário. Uma pesquisa da Deloitte mostrou que 75% dos consumidores abandonam plataformas com processos de segurança complicados.

Embora a segurança seja indispensável, a experiência do consumidor deve ser preservada. Segundo Bertacchini, “os consumidores esperam transações seguras e práticas. Soluções que equilibram proteção e conveniência aumentam a confiança e a fidelidade.”

Soluções invisíveis, como autenticação biométrica contínua e monitoramento passivo, ajudam a garantir segurança sem comprometer a experiência do usuário. Empresas que priorizam a experiência do cliente aumentam a confiança e a fidelidade.

Em 2025, empresas que investirem em tecnologia de ponta e estratégias de proteção estarão mais preparadas para enfrentar as fraudes digitais. Além de proteger seus negócios, essas organizações fortalecem a confiança de seus consumidores.

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome

Depois de anos bicudos, voltamos a um Brasil minimamente normal. Este novo normal, contudo, segue repleto de incertezas. A ameaça bolsonarista persiste e os apetites do mercado e do Congresso continuam a pressionar o governo. Lá fora, o avanço global da extrema-direita e a brutalidade em Gaza e na Ucrânia arriscam implodir os frágeis alicerces da governança mundial.

CartaCapital não tem o apoio de bancos e fundações. Sobrevive, unicamente, da venda de anúncios e projetos e das contribuições de seus leitores. E seu apoio, leitor, é cada vez mais fundamental.

Não deixe a Carta parar. Se você valoriza o bom jornalismo, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal da revista ou contribua com o quanto puder.

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo