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Lira diz que carta do Carrefour é ‘fraca’ e não repara ‘estragos de imagem’ à carne brasileira

Uma das iniciativas estudadas pelo Congresso é acelerar a tramitação de um projeto de lei que prevê medidas de reciprocidade econômica entre países

Lira diz que carta do Carrefour é ‘fraca’ e não repara ‘estragos de imagem’ à carne brasileira
Lira diz que carta do Carrefour é ‘fraca’ e não repara ‘estragos de imagem’ à carne brasileira
Presidente da Câmara de Deputados, Arthur Lira (PP-AL). Foto: Marina Ramos/Câmara dos Deputados
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O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP), disse considerar muito fraca a carta enviada pelo CEO do Carrefor ao governo Lula (PT) após o grupo francês iniciar uma espécie de boicote às carnes do Mercosul. Na avaliação do alagoano, a mensagem não repara os “estragos de imagem” causados ao mercado brasileiro pelo executivo Alexandre Bompard.

A manifestação encaminhada ao Palácio do Planalto pede desculpas se “a comunicação do Carrefour França” causou “confusão” e foi “interpretada como questionamento” da parceria com a agricultura brasileira e como uma crítica a ela”. Também destaca a “grande qualidade” da carne brasileira e diz que a empresa tem “orgulho de ser a primeira parceira e promotor histórico da agricultura brasileira”.

“Não podemos minimizar o que aconteceu. É uma escalada de narrativas falsas sobre a produção brasileira”, acrescentou Lira nesta terça-feira. Antes de falar à imprensa, o chefe da Câmara participou de almoço com integrantes da Frente Parlamentar da Agropecuária para discutir reações às declarações de Bompard.

Uma das iniciativas estudadas pelos deputados é acelerar a tramitação do projeto de lei que prevê medidas de reciprocidade econômica entre países. O requerimento de urgência foi apresentado por Pedro Lupion (PP), líder da FPA, e deve ser analisado em plenário ainda nesta terça. Lira ainda escolheu o bolsonarista Zé Vitor (PL-MG) como relator da proposta.

O texto em questão proíbe o Brasil de participar, patrocinar ou ser signatário de acordos internacionais que possam representar “restrições às exportações brasileiras e ao livre comércio”,  quando os outros países ou blocos signatários não adotarem medidas de proteção ambiental equivalentes.

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