Economia

‘Justificada’, diz Haddad sobre reação do governo ao Carrefour

O ministro destacou encontros com Emmanuel Macron ao longo do G20 para discutir o acordo UE-Mercosul

‘Justificada’, diz Haddad sobre reação do governo ao Carrefour
‘Justificada’, diz Haddad sobre reação do governo ao Carrefour
O Ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Foto: Lula Marques/ Agência Brasil
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O ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), avalia como “justificada” a reação do governo federal à declaração do CEO global do Carrefour, Alexandre Bompard, de que deixaria de comprar carnes vendidas pelos países do Mercosul.

“Não vou ficar comentando a atitude de empresa, mas houve uma reação justificada a esse tipo de declaração. Uma empresa que está instalada no Brasil… Não faz muito sentido”, disse o petista a jornalistas. Ele ainda afirmou acreditar em um “reposicionamento” da varejista francesa.

A declaração de Bompard rendeu críticas do presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), que defendeu que o Congresso Nacional paute medidas de “reciprocidade econômica” contra a França. O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro (PSD), também reagiu com indignação e manifestou apoio ao boicote anunciado por empresas brasileiras do setor, que podem paralisar a venda de carne e de frango à rede nacional do grupo francês.

Haddad também foi questionado se o imbróglio pode afetar o acordo entre União Europeia e Mercosul, que, embora assinado desde 2019, não saiu do papel por falta de consenso. Ao longo dos anos, a França e outros países da UE se manifestaram contra o acerto ou fizeram restrições parciais aos termos.

Recentemente, enquanto as lideranças mundiais participavam da cúpula do G20, no Rio, agricultores protestavam em cidades francesas para demonstrar insatisfação com o acordo. Eles temem perder espaço com a livre comercialização dos alimentos do Mercosul no bloco, principalmente os brasileiros.

Haddad destacou encontros bilaterais que teve com o presidente francês, Emmanuel Macron, e afirmou que o tema fez parte das reuniões.

“Ele tem um ponto de vista absolutamente legítimo, no interesse da França, mas eu não vejo como excludentes a visão que está sendo patrocinada pela União Europeia sobretudo com a liderança do presidente Lula aqui por parte do Mercosul e os desdobramentos que ele próprio pretende.”

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