Do Micro Ao Macro
Consciência Negra: apenas 4% dos profissionais no mercado de TI são negros
Segunda edição do levantamento realizado pelo IT Forum apontou perfil, motivação e desafios do grupo no ambiente de trabalho
O IT Forum, junto com Eu Capacito, Futuros Possíveis e LANDTech, realizou a segunda edição do levantamento sobre o perfil e as motivações dos trabalhadores de TI no Brasil.
A pesquisa entrevistou 360 pessoas e mostrou que a desigualdade racial ainda marca o setor. Apenas 4% dos entrevistados se identificam como negros, enquanto 20% são pardos e 73% brancos.
Desigualdade racial e seus impactos
Entre os dados analisados, a baixa representatividade de negros no setor de TI reflete a falta de diversidade nas empresas. Bruna Bomfim, gerente de estudos do IT Forum, destacou que “a sub-representação de trabalhadores negros evidencia desafios estruturais que impactam a equidade e o desenvolvimento do setor”. Além disso, dois terços dos profissionais negros afirmaram estar insatisfeitos no trabalho, enquanto os brancos e pardos relataram maior satisfação e engajamento.
Reconhecimento profissional é destaque entre negros
Embora cargos e salários sejam menos relevantes como motivadores, trabalhadores negros apontam o reconhecimento como uma prioridade. Segundo Bruna, a busca por validação e pertencimento no ambiente de trabalho ainda não é atendida, o que compromete a experiência profissional de muitos.
Baixa presença em cargos de liderança
A representatividade em posições de liderança também é limitada. Apenas 4% dos cargos de diretoria são ocupados por negros, enquanto brancos ocupam 83% e pardos 11%. Esse cenário leva muitos a considerarem o empreendedorismo como alternativa. “Um terço dos entrevistados negros demonstrou interesse em abrir o próprio negócio, buscando escapar de ambientes com oportunidades limitadas”, afirmou Bruna.
Diversidade e retenção de talentos
A baixa diversidade foi apontada por 8% dos entrevistados como um motivo para trocar de empresa. Apesar do número parecer pequeno, ele sinaliza uma demanda crescente por ambientes de trabalho mais inclusivos. Paulo Moraes, da LANDTech, afirmou que “a disparidade histórica precisa ser combatida para construir um setor de TI mais representativo e inovador”.
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