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‘Estivemos mais próximos do que imaginávamos’, diz Barroso sobre plano contra Lula, Alckmin e Moraes
O presidente do STF chamou de ‘estarrecedoras’ as notícias sobre o plano golpista; quatro militares e um policial federal foram presos nesta terça
O presidente do Supremo Tribunal Federal, Luís Roberto Barroso, afirmou serem “estarrecedoras” as notícias de que militares do Exército elaboraram um plano para matar Lula (PT), o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e seu colega de toga Alexandre de Moraes.
As investigações da Polícia Federal apontam que o objetivo do plano era dar sequência à estratégia de manter o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no poder após a derrota na eleição de 2022. Os assassinatos foram planejados na casa do general Walter Braga Netto, ex-ministro da Defesa e então vice na chapa do ex-capitão.
Barroso concedeu as declarações durante sessão do Conselho Nacional de Justiça, presidido por ele, nesta terça-feira 19. “As investigações ainda estão em curso e é preciso aguardar a sua evolução. Mas tudo sugere que estivemos mais próximos do que imaginávamos do inimaginável.”
O ministro do STF também afirmou que a articulação revelada pela PF é a “expressão de um sentimento antidemocrático e de desrespeito ao Estado de Direito”. Quatro integrantes dos ‘kids pretos’, tropa de elite do Exército, e um policial federal foram presos nesta terça sob suspeita de envolvimento no caso.
Parte do plano foi costurada em um grupo em um aplicativo de troca de mensagens. O grupo ganhou o nome de “Copa 2022″. Nele, os integrantes debatiam como iriam “neutralizar” Moraes, Lula e Alckmin.
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