Do Micro Ao Macro

PGFN abre negociações de débitos tributários com condições facilitadas

Empresas podem regularizar pendências com descontos e parcelamentos especiais, incluindo dívidas do Simples Nacional

PGFN abre negociações de débitos tributários com condições facilitadas
PGFN abre negociações de débitos tributários com condições facilitadas
MEIs excluídos do Simples Nacional têm até 31 de janeiro para regularizar pendências fiscais e solicitar o retorno ao regime simplificado.
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A Procuradoria Geral da Fazenda Nacional (PGFN) publicou dois editais com novas condições para negociação de dívidas tributárias federais. As medidas incluem facilidades específicas para empresas optantes pelo Simples Nacional. O prazo para adesão varia conforme o edital, indo até 29 de novembro de 2024 e 31 de janeiro de 2025.

Segundo a advogada Alexia Sorrilha, do Barroso Advogados Associados, “a transação tributária é uma alternativa para empresas em dificuldades financeiras que buscam resolver pendências fiscais”.

Condições do edital PGDAU nº 6

O Edital PGDAU nº 6 aplica-se a débitos de maior valor, com descontos de até 100% sobre encargos e juros, para dívidas de até R$ 45 milhões. Os contribuintes podem parcelar o saldo restante em até 133 meses, com descontos de até 65% no valor principal.

Modalidades como “Transação de Pequeno Valor” permitem negociar débitos previdenciários de MEI com até cinco salários-mínimos. A entrada é de 5%, e o saldo pode ser dividido em até 55 parcelas, com desconto de 50%.

Facilidades para empresas do Simples Nacional

O Edital PGDAU nº 7 foca nas micro e pequenas empresas, além dos MEIs. Para dívidas de até 20 salários-mínimos, os contribuintes podem pagar 5% como entrada, dividida em até cinco parcelas. O saldo restante pode ser parcelado em até 55 meses, com descontos que chegam a 50%, dependendo do valor consolidado e do prazo escolhido.

A advogada destaca que “a análise da capacidade de pagamento permite condições personalizadas, ajudando as empresas a regularizar dívidas sem comprometer o fluxo de caixa”.

Adesão e planejamento tributário

Para participar, as empresas precisam realizar um planejamento financeiro detalhado e escolher a modalidade de transação mais adequada. “A análise de débitos, simulação de parcelamentos e escolha do plano ideal devem ser feitas com o apoio de um advogado especializado”, explica Sorrilha.

Além das condições facilitadas, a regularização pode evitar sanções, como exclusão do Simples Nacional ou inscrição em Dívida Ativa da União. A PGFN busca oferecer soluções que auxiliem as empresas a equilibrarem suas finanças e evitarem complicações fiscais mais severas.

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