Política

Após adiamentos, Senado aprova regulação do mercado de créditos de carbono

O objetivo é obrigar empresas que poluírem acima de determinado patamar a pagar por isso, incentivando uma virada sustentável na economia

Após adiamentos, Senado aprova regulação do mercado de créditos de carbono
Após adiamentos, Senado aprova regulação do mercado de créditos de carbono
Plenário do Senado Federal durante sessão deliberativa. Foto: Jonas Pereira/Agência Senado
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O Senado aprovou, nesta quarta-feira 13, o texto-base do projeto de lei que regulamenta o mercado de créditos de carbono no Brasil. A votação foi simbólica — ou seja, sem o registro do voto de cada parlamentar.

O projeto agora volta para a Câmara dos Deputados, já que o Senado fez alterações no texto. O mercado de carbono permite que empresas e países compensem suas emissões por meio da compra de créditos vinculados a iniciativas de preservação ambiental.

A matéria, que cria o Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões de Gases de Efeito Estufa (SBCE), constava da pauta do Plenário de terça-feira passada, mas teve sua votação adiada por conta da complexidade da proposta.

A ideia inicial era que o projeto fosse votado nesta terça-feira 12, mas os senadores pediram mais tempo para chegarem o mais próximo possível de um acordo sobre a redação final. Assim, a sessão foi suspensa e retomada nesta quarta, quando finalmente ocorreu a votação.

O PL divide o mercado de crédito de carbono brasileiro em dois setores: o regulado e o voluntário. O primeiro envolve iniciativas do poder público e observa regras estabelecidas no Protocolo de Kyoto, assinado na COP3, em 1997, que previu pela primeira vez os créditos de carbono. Já o segundo se refere à iniciativa privada, mais flexível e sem uma padronização imposta.

Para o chamado setor regulado, o texto prevê a criação de um órgão gestor responsável por criar normas e aplicar sanções por infrações cometidas pelas entidades que se sujeitarão a ele. Será o caso das próprias iniciativas governamentais ou de organizações que emitam mais de 10 mil toneladas de dióxido de carbono equivalente por ano.

O objetivo é obrigar empresas que poluírem acima de determinado patamar a pagar por isso, incentivando uma virada sustentável na economia.

Após pressão da bancada ruralista, atividades primárias de agricultura e pecuária ficaram de fora da regulamentação. Apesar disso, o setor poderá vender créditos caso comprove que fez a captura de CO2, caso das plantações de eucalipto, por exemplo.

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