Mundo

Governo do Equador suspende vice-presidente por cinco meses

Veronica Abad foi suspensa por suposto ‘abandono injustificado’ de suas funções

Governo do Equador suspende vice-presidente por cinco meses
Governo do Equador suspende vice-presidente por cinco meses
Veronica Abad, vice-presidente do Equador. Foto: Fernando Sandoval / Asamblea Nacional do Ecuador
Apoie Siga-nos no

O governo do Equador suspendeu a vice-presidente Veronica Abad por cinco meses por suposto “abandono injustificado” de suas funções, de acordo com um resumo administrativo emitido pelo Ministério do Trabalho neste sábado (9).

O documento, assinado por um funcionário de Recursos Humanos, prevê “a sanção de suspensão temporária sem remuneração por 150 dias” contra Abad por uma suposta “ofensa grave” contra a lei do serviço público, que estabelece sanções para o “abandono injustificado” do cargo por três ou mais dias consecutivos.

O presidente Daniel Noboa tem uma relação tensa com sua vice-presidente, que ele nomeou como embaixadora em Israel no início de seu governo. Em setembro, em meio à escalada do conflito em Israel, Abad foi transferida para a Turquia por motivos de segurança.

O argumento para a suspensão foi o fato de que Abad deveria se estabelecer na capital turca, Ancara, até 1º de setembro, mas a vice-presidente chegou cinco dias depois.

Em agosto, Abad denunciou o presidente Noboa por violência de gênero perante o mais alto tribunal eleitoral com o objetivo de desqualificá-lo do cargo, uma ação que ele chamou de “traição”.

Noboa buscará a reeleição nas eleições gerais de fevereiro com seu partido ADN. A campanha começará em janeiro e, nessa ocasião, sua companheira de chapa será María José Pinto, atual secretária do programa Crece Sin Desnutrición Infantil (Cresça sem Desnutrição Infantil).

ENTENDA MAIS SOBRE: , , ,

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

2026 já começou

Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.

A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.

Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.

Assine ou contribua com o quanto puder.

Leia também

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo