Economia

Líder do governo dispara contra pressão para retirar direitos no corte de gastos

José Guimarães (PT-CE) afirmou que a cobrança parte de ‘forças do mercado e da mídia’. Lula ainda não anunciou as medidas

Líder do governo dispara contra pressão para retirar direitos no corte de gastos
Líder do governo dispara contra pressão para retirar direitos no corte de gastos
Brasília (DF) 22/08/2023 Líder do governo na Câmara deputado, José Guimarães, durante coletiva. Foto Lula Marques/ Agência Brasil
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O líder do governo na Câmara dos Deputados, José Guimarães (PT-CE), classificou como “inadmissível” a pressão para que o pacote de corte de gastos a ser anunciado pelo presidente Lula (PT) retire direitos da população. Isso, segundo o parlamentar, comprometeria o programa a partir do qual o campo democrático derrotou Jair Bolsonaro (PL) em 2022.

A pressão parte, de acordo com Guimarães, de “forças do mercado e da mídia”.

“O governo, no seu tempo, fará as correções e mudanças necessárias nos programas em execução, sem comprometer seu compromisso com o Estado de Bem-Estar Social”, escreveu, nas redes sociais. “Não se submeterá à pressão indevida daqueles que buscam enfraquecer o governo e minar a legitimidade do programa vitorioso nas urnas.”

Na mensagem, o líder governista ainda reforçou que a maioria do País escolheu Lula há dois anos “para promover as mudanças que considera necessárias”.

As discussões no governo sobre quais medidas formarão o pacote de corte de despesas se estendem ao longo desta semana. Lula e o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) comandam na tarde desta sexta-feira 8 mais uma reunião com diversos ministros a fim de tentar construir um consenso.

Participam do novo encontro, no Palácio do Planalto, os ministros da Fazenda, Fernando Haddad (PT); da Casa Civil, Rui Costa (PT); da Educação, Camilo Santana (PT); do Trabalho, Luiz Marinho (PT); da Saúde, Nísia Trindade; do Planejamento, Simone Tebet (MDB); de Gestão e Inovação, Esther Dweck; da Secretaria de Comunicação Social, Paulo Pimenta (PT); e da Advocacia-Geral da União, Jorge Messias.

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