Mundo
Inteligência dos EUA acusa Rússia e Irã de tentar interferir na eleição
A disputa entre Kamala Harris e Donald Trump termina nesta terça-feira 5
Autoridades norte-americanas emitiram uma declaração conjunta na qual afirmam observar a atuação de “adversários estrangeiros” na eleição presidencial dos Estados Unidos, que termina nesta terça-feira 5.
Segundo um relatório publicado na última segunda-feira 4 pelo Gabinete do Diretor de Inteligência Nacional, pelo Departamento Federal de Investigação, o FBI, e pela Agência de Segurança Cibernética e de Infraestrutura, a observação mira principalmente “operações de influência adicionais destinadas a minar a confiança pública na integridade das eleições dos EUA e atiçar divisões entre os americanos”.
O texto cita expressamente dois países: a Rússia e o Irã. Em relação à Rússia, as autoridades dos EUA dizem que se trata da “ameaça mais ativa” e que pessoas influentes no país governado por Vladimir Putin estariam criando materiais falsos — artigos e vídeos — com o objetivo de prejudicar o pleito norte-americano.
O serviço de inteligência dos EUA também identificou um suposto vídeo falso denunciado fraudes eleitorais no Arizona. Segundo os agentes, a gravação conta com a participação de atores russos e foi criada pela Foundation to Battle Injustice, supostamente um braço russo para promover desinformação nos EUA. O grupo não comentou a acusação.
Já o Irã é mencionado como “ameaça significativa de influência estrangeira para as eleições dos EUA”.
“Conforme observado em uma atualização anterior, avaliamos que o Irã conduziu atividades cibernéticas maliciosas para comprometer a campanha do ex-presidente [Donald] Trump”, diz um trecho do documento.
Até o momento, o Kremlin e o Irã não responderam às acusações.
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