Política
‘Seu legado será lembrado’: veja homenagens ao fotógrafo Evandro Teixeira
O acervo de Teixeira, com mais de 150 mil imagens, faz parte da história do Brasil, disse o presidente Lula
Dono de lentes que capturaram os horrores da ditadura militar no Brasil, o fotógrafo Evandro Teixeira morreu nesta segunda-feira 4 no Rio de Janeiro, aos 88 anos. Ele estava internado em uma clínica da capital fluminense, onde tratava uma pneumonia. Deixa a esposa, duas filhas e três netas.
Nas redes sociais, amigos, jornalistas, autoridades e fãs lamentaram a perda. O corpo do fotógrafo será velado em uma cerimônia aberta na Câmara dos Vereadores, no centro do Rio, nesta terça-feira.
“Evandro deixa um acervo de mais de 150 mil fotos, com imagens que fazem parte da história do Brasil. Cobriu posses presidenciais, registrou a fome, a pobreza, esportes, personalidades e a cultura do nosso país. Meus sentimentos aos familiares, amigos, colegas e admiradores”, publicou o presidente Lula (PT).
Já o vereador Carlo Caiado, presidente da Câmara Municipal do Rio, disse que a morte do fotógrafo representa uma perda para o fotojornalismo brasileiro e mundial. “Evandro apenas nos deixou fisicamente. Ele é eterno com suas fotografias históricas. Um fotógrafo incomparável. Evandro deixa muitas memórias e muita saudade.”
Por meio de nota, o Instituto Moreira Salles, onde fotos de Evandro estão expostas, lamentou a morte e afirmou que “seu legado para a fotografia brasileira será sempre lembrado e preservado, inspirando futuras gerações”. O IMS é uma organização sem fins lucrativos fundada pelo diplomata e banqueiro Walther Moreira Salles em 1992.
Veja outras reações:
Talíria Petrone (PSOL-RJ), deputada federal: “Evandro Teixeira, que nos deixou hoje, foi a memória visual do Brasil do século XX, um dos maiores fotógrafos de todos os tempos. Foi quem mostrou a violência da ditadura militar. Sua lente flagrou momentos e instantes simbólicos que nos permitiram entrever a história do País”.
Fabiano Contarato (PT-ES), senador: “Lamento imensamente a perda de Evandro Teixeira, um dos maiores nomes do fotojornalismo brasileiro. Ele eternizou aquilo que muitos tentaram apagar da nossa história. Por meio a da fotografia, registrou e denunciou de forma corajosa a violência da ditadura. Descanse em paz”.
Randolfe Rodrigues (PT-AP), senador: “Hoje perdemos Evandro Teixeira, um dos maiores fotojornalistas do Brasil e do mundo. Evandro fotografou, entre tantas outras, a passeata dos 100 mil, na Cinelândia em 1968, durante a luta contra a Ditadura Militar. Minha solidariedade aos familiares e amigos”.
Chico Pinheiro, jornalista: “Graças ao olhar de Evandro Teixeira, o Brasil mostrou a sua cara, o País revelou o próprio perfil e nós pudemos enxergar mais longe, mesmo em tempos de trevas. Muito obrigado, mestre!”.
Prefeitura do Rio de Janeiro: “O adeus a um mestre do fotojornalismo brasileiro. Ao longo de uma extensa e exitosa carreira, Evandro Teixeira deixou sua marca na história do país ao registrar momentos memoráveis”.
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