Educação
Governo Tarcísio recorre de liminar que suspendeu terceirização de escolas em São Paulo
O leilão invalidado pela Justiça se refere à construção de 17 escolas, com 462 salas de aula e 17,1 mil vagas
A gestão do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), decidiu, nesta quinta-feira 31, recorrer da decisão da Justiça que suspendeu os efeitos do leilão de parceria público-privada para construção e manutenção de 17 escolas públicas estaduais.
A decisão que suspendeu o leilão, do juiz Luís Manuel Fonseca Pires, da 3ª Vara da Fazenda Pública de São Paulo, foi nesta quarta-feira 30. O consórcio Novas Escolas Oeste SP venceu a disputa do primeiro lote na terça-feira.
Na prática, o governo paulista pagaria, mensalmente, 11,9 milhões de reais para que o consórcio administre as unidades. Com exceção da área pedagógica, diversos outros serviços sairiam da alçada da Secretaria de Educação. O consórcio ficaria responsável por promover merenda, internet, segurança, limpeza e infraestrutura das escolas.
A Apeoesp, o principal sindicato de professores do estado, acionou a Justiça sob o argumento de que o edital desconsidera o princípio constitucional da gestão democrática da educação, desrespeitando a integração entre a administração do espaço físico e as funções pedagógicas.
Trata-se, de acordo com a entidade, de uma terceirização indevida de atividades essenciais ao serviço público de
educação. Ao acolher a sustentação do sindicato, o magistrado afirmou que a licitação compromete o serviço público de educação porque pressupõe, equivocadamente, ser possível separar o espaço físico da atividade pedagógica.
“Há, portanto, verossimilhança do direito postulado e grave ameaça ao serviço público de qualidade ao se pretender entregar à iniciativa privada por 25 anos as escolas da rede pública porque se compromete a efetividade do princípio constitucional da gestão democrática da educação pública”, acrescentou Fonseca Pires.
O leilão do segundo lote está marcado para a próxima segunda-feira 4. O primeiro se refere à construção de 17 escolas, com 462 salas de aula e 17,1 mil vagas. As cidades atendidas seriam Araras, Bebedouro, Campinas, Itatiba, Jardinópolis, Lins, Marília, Olímpia, Presidente Prudente, Ribeirão Preto, Rio Claro, São José do Rio Preto, Sertãozinho e Taquaritinga.
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