Política
Ministro da AGU cobra reação das ‘autoridades competentes’ às falas de Tarcísio sem evidências sobre Boulos
Após as acusações do governador, a campanha do PSOL ingressou com uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral
O advogado-geral da União, Jorge Messias, afirmou que a acusação do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), de que o Primeiro Comando da Capital (PCC) teria orientado votos em Guilherme Boulos (PSOL) compromete os princípios republicanos.
Messias ainda cobrou uma ação da Justiça. “Tal comportamento não pode ser ignorado pelas autoridades competentes, principalmente no que tange à preservação da integridade das eleições”, afirmou.
Mais cedo, o secretário Nacional de Segurança Pública do Ministério da Justiça, Mário Luiz Sarrubbo, disse que os serviços de inteligência do governo federal não receberam nenhuma informação a respeito de uma suposta orientação do PCC.
“O Sistema de Inteligência do MJ não detectou qualquer orientação de qualquer facção contrária ou a favor de qualquer candidato neste 2º turno”, afirmou.
O TRE paulista também se pronunciou sobre a acusação feita por Tarcísio, dizendo que não recebeu nenhum relatório de inteligência. “Não chegou ao conhecimento do TRE-SP nenhum relatório de inteligência nem nenhuma informação oficial sobre esse caso específico. O Tribunal soube do caso pela imprensa”, afirmou o tribunal, em nota.
Após as falas do governador, a campanha do PSOL ingressou com uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral no TRE-SP contra Tarcísio e contra o seu adversário no pleito, o prefeito Ricardo Nunes (MDB). No documento, o candidato diz que “a utilização do cargo de governador do estado com a finalidade de interferir no resultado da eleição, no dia da votação, é evidente”.
Segundo ele, “a finalidade eleitoral fica clara pela escolha do momento para divulgação da coletiva, durante o horário da votação, com a presença dos candidatos abertamente apoiados pelo atual governador”.
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