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MP do Rio denuncia sócios e funcionários de laboratório que fraudou testes de HIV
A Promotoria imputa aos alvos os crimes de associação criminosa, lesão corporal grave e falsidade ideológica
O Ministério Público do Rio de Janeiro denunciou, nesta terça-feira 22, seis sócios e funcionários do PCS Saleme, laboratório contratado pela Fundação Saúde para fazer a sorologia de órgãos doados no Rio de Janeiro. Seis pacientes transplantados testaram positivo para o HIV após receberem órgãos infectados.
O MP imputa aos alvos da denúncia os crimes de associação criminosa, lesão corporal grave e falsidade ideológica. Uma das funcionárias também foi acusada de falsificação de documento particular.
A denúncia foi encaminhada à Justiça pela 2ª Promotoria de Justiça de Investigação Penal Especializada dos Núcleos de Duque de Caxias e Nova Iguaçu. Há também um pedido de prisão preventiva dos envolvidos.
A promotora Elisa Ramos Pitta Neves destacou que os denunciados “tinham plena ciência de que pacientes que recebem órgãos transplantados recebem imunossupressores para evitar a sua rejeição e que a aquisição de qualquer doença em um organismo já fragilizado, principalmente HIV, seria devastadora”. Os detalhes da peça foram divulgados pelo site G1.
O órgão afirmou ainda que, além de uma série de exames com resultados falsos, as filiais do PCS “não possuíam sequer alvará e licença sanitária para funcionamento”.
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