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Deputado do Novo é alvo de investigação no STF após chamar delegado da PF de ‘bandido’
Marcel van Hattem acusou o delegado Fábio Alvarez Shor, que manteve a prisão de ex-assessor de Jair Bolsonaro, de atuar à margem da lei
O Supremo Tribunal Federal (STF) abriu investigação contra o deputado federal Marcel Van Hattem (Novo-RS), que chamou um delegado da Polícia Federal (PF) de “bandido” por manter a prisão de Filipe Martins, que foi assessor do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
A investigação corre em sigilo no Supremo, conduzida pelo ministro Flávio Dino, mas o próprio deputado informou sobre o andamento após, segundo ele, ter recebido uma notificação para depor à PF.
Entenda o caso
Filipe Martins foi preso no dia 8 de fevereiro, durante a operação que investigou a tentativa de golpe de Estado no país. Ele ficou pouco mais de seis meses na prisão, sendo solto no dia 9 de agosto. Entre outras medidas, o ex-assessor de Bolsonaro tem que usar tornozeleira eletrônica e não pode sair do país.
Van Hattem foi ao plenário da Câmara e disparou ofensas contra o delegado da PF que cuida do caso, Fábio Alvarez Shor, no último dia 14 de agosto.
Após informar que foi notificado de investigação, o deputado repetiu as ofensas. Na última quinta-feira 15, na Câmara, van Hattem negou que “estaria cometendo crime contra a honra ao chamar um covarde de ‘covarde'” e “um bandido de ‘bandido'”.
“É isso o que policial é ao atuar à margem da lei. Fábio Alvarez Shor, que cria, sim, relatórios fraudulentos para manter preso Filipe Martins, ilegalmente”, acusou o parlamentar, também alinhado ao bolsonarismo.
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