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Após ameaças de Netanyahu, EUA pedem que Israel evite no Líbano operação militar como a de Gaza

A ‘condição’ imposta pelo premiê de Israel para evitar esse desfecho seria ‘livrar’ o país do Hezbollah

Após ameaças de Netanyahu, EUA pedem que Israel evite no Líbano operação militar como a de Gaza
Após ameaças de Netanyahu, EUA pedem que Israel evite no Líbano operação militar como a de Gaza
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu. Foto: Nir Elias/POOL/AFP
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Os Estados Unidos alertaram Israel, nesta quarta-feira 9, contra uma ofensiva militar no Líbano semelhante à que é conduzida na Faixa de Gaza, informou o Departamento de Estado, expressando preocupação com a situação humanitária no território palestino após um ano de guerra.

“Estou deixando muito claro que não deve haver nenhum tipo de ação militar no Líbano que se pareça em nada com a de Gaza nem que deixe um resultado parecido com o de Gaza“, disse o porta-voz do Departamento de Estado, Matthew Miller, a jornalistas, em resposta às declarações do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, na véspera.

“Eu digo a vocês, povo do Líbano: libertem o seu país do Hezbollah para que esta guerra possa acabar”, disse o premiê de Israel em um vídeo dirigido ao povo do Líbano.

“Vocês têm a oportunidade de salvar o Líbano antes que caia no abismo de uma longa guerra que levará à destruição e ao sofrimento como o que vemos em Gaza”, acrescentou.

O Hezbollah iniciou ataques de baixa intensidade contra as tropas israelenses um dia depois que seu aliado palestino Hamas lançou um ataque sem precedentes contra Israel em 7 de outubro de 2023, desencadeando a guerra em Gaza. Os confrontos escalaram rapidamente este mês.

Os bombardeios israelenses no sul e leste do Líbano e na periferia sul de Beirute, redutos do movimento Hezbollah, deixaram mais de 1.100 mortos na última quinzena e obrigaram mais de um milhão de pessoas a abandonarem suas casas, segundo as autoridades.

O porta-voz do Departamento de Estado também declarou que Washington está “terrivelmente preocupado” com a situação humanitária no norte de Gaza, no momento em que Israel realiza novas operações na área devastada pela guerra, e afirmou que isto “tem sido tema de algumas discussões muito urgentes entre nossos dois governos”.

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