Política

Pelo menos três golpistas do 8 de Janeiro conseguiram se eleger; outros 48 ficam de fora

A legislação eleitoral permite a candidatura de pessoas presas que não tenham sido condenadas de maneira definitiva pelo Supremo Tribunal Federal

Pelo menos três golpistas do 8 de Janeiro conseguiram se eleger; outros 48 ficam de fora
Pelo menos três golpistas do 8 de Janeiro conseguiram se eleger; outros 48 ficam de fora
Atos golpistas de 8 de janeiro. - Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
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Pelo menos três participantes dos atos golpistas de 8 de Janeiro de 2023 que se candidataram nas Eleições de 2024 conseguiram se eleger neste domingo 6. Os futuros vereadores são das cidades de Itajaí (SC), Vitória e Vila Velha, ambas do Espírito Santo.

A advogada catarinense Liliane Fontenele (PL) é acusada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) de associação criminosa e incitação ao crime contra os Poderes Democráticos. Já os capixabas Armandinho Fontoura e Pastor Fabiano Oliveira, também eleitos pelo PL, chegaram a ficar presos por ordem do ministro Alexandre de Moraes.

No caso de Armandinho, se trata de uma reeleição, já que ele já atuava como vereador em Vitória. O levantamento foi feito pelo jornal Estadão.

Enquanto eles conseguiram conquistar os eleitores, essa não foi a realidade para a maioria dos participantes dos atos golpistas que tentaram um cargo no poder legislativo municipal. Segundo um levantamento do jornal Folha de S. Paulo, 48 candidaturas de pessoas que haviam sido presas por envolvimento nos ataques não prosperaram nas eleições deste ano.

Desses, há 25 que podem se tornar vereadores, já que ficaram como suplentes. A legislação eleitoral permite a candidatura de pessoas presas que não tenham sido condenadas de maneira definitiva pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Duas das candidaturas foram a prefeituras e, nos dois casos, com resultados pífios. Professora Sheila Mantovanni (Mobiliza) teve 0,66% em Mogi das Cruzes (SP), enquanto Fabiano Silva (DC) somou 0,26% em Itajaí (SC).

Marcos Felipe Bastos (PL), que chegou a compor chapa para concorrer a vice-prefeito de São Mateus (ES) teve a candidatura cassada antes da votação, assim como candidatos a vereador entre os golpistas.

Folha lembra que o número de candidatos e candidatas que foram presos pelo envolvimento no 8 de Janeiro pode ser maior, já que pode haver divergências nos documentos divulgados pelo STF e na base de dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), consultados pelo jornal para fazer os levantamentos.

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