Política
Israel viola o direito internacional com ataques terrestres no Líbano, diz Itamaraty
O Brasil pede ainda por um cessar-fogo permanente e abrangente
O Ministério das Relação Exteriores afirmou, nesta terça-feira 1º, que o governo de Israel viola o direito internacional, a Carta da ONU e a resoluções do Conselho de Segurança com as operações militares terrestres no Sul do Líbano.
Segundo a pasta, o governo brasileiro acompanha, com grave preocupação, as incursões do exército de Israel. O Brasil pede ainda por um cessar-fogo permanente e abrangente.
“Ao reafirmar a defesa do pleno respeito à soberania e à integridade territorial do Líbano, o Brasil insta Israel a interromper imediatamente as incursões terrestres e os ataques aéreos a zonas civis densamente povoadas naquele país”, disse em nota.
Desde a onda de explosões de pagers e walkie-talkies do Hezbollah no Líbano, ocorrida em meados de setembro e atribuída a Israel, e a intensificação dos bombardeios israelenses que se seguiram, mais de 1.000 pessoas foram mortas no Líbano, segundo o Ministério da Saúde do País.
Nesta segunda-feira 30, o exército israelense anunciou que suas forças começaram a realizar “incursões terrestres seletivas” em povoados do sul do Líbano.
Repatriação de brasileiros
A Força Aérea Brasileira anunciou que o primeiro voo de repatriação dos brasileiros que estão no Líbano vai sair do Brasil nesta quarta-feira 2.
Segundo a FAB, o resgate será com a aeronave KC-30 e tem a previsão inicial de repatriar 220 brasileiros no território afetado pelos conflitos recentes entre Israel e Líbano. O presidente Lula (PT) determinou a operação de repatriação na noite desta segunda-feira 30.
A operação de repatriação é complexa, tanto pelos riscos envolvidos quanto pelo número significativo de pessoas a serem resgatadas. O Líbano abriga a maior comunidade brasileira no Oriente Médio, com cerca de 21 mil cidadãos.
Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome
Depois de anos bicudos, voltamos a um Brasil minimamente normal. Este novo normal, contudo, segue repleto de incertezas. A ameaça bolsonarista persiste e os apetites do mercado e do Congresso continuam a pressionar o governo. Lá fora, o avanço global da extrema-direita e a brutalidade em Gaza e na Ucrânia arriscam implodir os frágeis alicerces da governança mundial.
CartaCapital não tem o apoio de bancos e fundações. Sobrevive, unicamente, da venda de anúncios e projetos e das contribuições de seus leitores. E seu apoio, leitor, é cada vez mais fundamental.
Não deixe a Carta parar. Se você valoriza o bom jornalismo, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal da revista ou contribua com o quanto puder.


