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Papa afirma que a Igreja deve pedir ‘perdão’ por agressões sexuais contra menores

Pontífice esteve na Bélgica, onde um grande escândalo, envolvendo quase 30 mil crianças, foi revelado no ano passado

Papa afirma que a Igreja deve pedir ‘perdão’ por agressões sexuais contra menores
Papa afirma que a Igreja deve pedir ‘perdão’ por agressões sexuais contra menores
Foto: Alberto PIZZOLI / AFP
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O papa Francisco afirmou nesta sexta-feira (27) que a Igreja Católica deve buscar o “perdão” pelo “flagelo” dos abusos sexuais de menores de idade, em um discurso diante de representantes políticos e da sociedade civil na Bélgica.

“A Igreja deve ter vergonha e pedir perdão. E tentar resolver esta situação com humildade cristã, e fazer todo o possível para que não volte a acontecer”, disse o papa no encontro, que teve a presença do rei belga Philippe.

“Penso nos casos dramáticos de abusos de menores, um flagelo que a Igreja está enfrentando com determinação e firmeza, escutando e acompanhando as pessoas feridas e implementando um amplo programa de prevenção em todo o mundo”, disse.

“Esta é a vergonha que todos temos que assumir agora, pedir perdão e resolver o problema”, completou.

No discurso, o papa argentino fez referência a um grande escândalo que abalou a Igreja belga no ano passado, relacionado com abusos de menores e adoções forçadas de crianças de mães solteiras.

“Me entristece o fenômeno das ‘adoções forçadas’, também presentes aqui na Bélgica entre os anos 50 e 70 do século passado”, disse.

O site belga HLN calcula que quase 30 mil crianças foram retiradas das suas mães na Bélgica entre 1945 e a década de 1980.

Bispos do país pediram desculpas em 2023 e solicitaram uma investigação independente sobre os casos.

“Nestas histórias espinhosas, misturou-se o fruto amargo de um crime e um delito, com aquilo que era infelizmente era o resultado de uma mentalidade difundida em todas as camadas da sociedade”, disse o pontífice.

“Com frequência, as famílias e outras entidades sociais, incluindo a Igreja, pensaram que para eliminar o estigma negativo, que infelizmente afetava quem era mãe solteira naquela época, seria melhor para ambos, mãe e filho, que este último fosse adotado”, completou.

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