Política

Ricupero critica a candidatura de Marçal e defende ações firmes da Justiça Eleitoral

Para o ex-ministro, a democracia e a Justiça não devem ficar inertes em nome “de um liberalismo mal concebido”

Ricupero critica a candidatura de Marçal e defende ações firmes da Justiça Eleitoral
Ricupero critica a candidatura de Marçal e defende ações firmes da Justiça Eleitoral
O coach Pablo Marçal. Foto: RS via Fotos Públicas
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O diplomata e ex-ministro Rubens Ricupero não poupou palavras ao comentar a candidatura dePablo Marçal (PRTB) à prefeitura de São Paulo. A CartaCapital, Ricupero afirmou que a democracia não pode ficar de braços cruzados diante de ameaças como a representada pelo ex-coach, defendendo que a Justiça Eleitoral tem ferramentas para barrar figuras como o ex-coach.

“Pessoas que agem dessa maneira deveriam ser punidas com as penas da lei eleitoral, até eliminando da competição, se a gravidade da ofensa se justificar”, diz. “A democracia não pode ficar inerte diante de seus inimigos em nome de um liberalismo mal concebido, de um medo de ser autoritário.”

Ricupero mencionou o fato de a autodefesa ser reconhecida pela lei penal e, no plano geopolítico, pela Carta da Organização das Nações Unidas.

“Se o direito reconhece a autodefesa, a lei eleitoral tem de reconhecer que a democracia precisa se defender contra aqueles que a ameaçam”, resume. “Indivíduos como esse têm de ser excluídos da competição quando mostram claramente que são antidemocratas.”

Não se trata, por óbvio, de um problema exclusivamente paulistano ou brasileiro, pondera: os Estados Unidos podem eleger novamente Donald Trump, o principal expoente da ascensão da ultradireita na última década.

Na entrevista, Ricupero também comentou o discurso do presidente Lula (PT) na Assembleia Geral da ONU, as limitações das Nações Unidas ante graves conflitos e as contradições entre discurso e prática no combate às mudanças climáticas. Leia os destaques.

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