Educação

Governo prepara projeto para banir o uso de celulares em sala de aula, diz ministro

A palavra final sobre o tema, contudo, virá do presidente Lula

Governo prepara projeto para banir o uso de celulares em sala de aula, diz ministro
Governo prepara projeto para banir o uso de celulares em sala de aula, diz ministro
Lula e Camilo Santana em cerimônia em Osasco (SP), em 5 de julho de 2024. Foto: Luís Fortes/MEC
Apoie Siga-nos no

O ministro da Educação, Camilo Santana (PT), afirmou nesta sexta-feira que o governo Lula deve enviar ao Congresso um projeto de lei para banir o uso de celulares em salas de aula de todo o Brasil. A medida faz parte de um pacote de medidas previsto para ser anunciado em outubro, em alusão ao Dia da Criança e ao Dia do Professor.

A informação foi confirmada ao jornal Folha de S. Paulo pelo ministro. “Nosso objetivo é oferecer às redes de ensino segurança jurídica para que possam implementar as ações que estudos internacionais já apontam como mais efetivas, no sentido do banimento total [dos celulares]”, afirmou Santana. A palavra final sobre o tema, contudo, virá do presidente da República.

Um dos estudos que embasam as discussões no MEC foi produzido pela Unesco e divulgado em setembro do ano passado. O relatório apontou que a exposição excessiva às telas na infância e na adolescência tem gerado dificuldades de aprendizado e problemas de saúde mental.

Desde a publicação do documento, as restrições aumentaram significamente em alguns países. No Brasil, parlamentares têm apresentado propostas no mesmo sentido nas Assembleias Legislativas.

A cidade do Rio de Janeiro é a única do País que já baniu o uso dos celulares nas escolas municipais. A medida foi tomada por meio de decreto assinado pelo prefeito Eduardo Paes (PSD) um mês após o relatório da Unesco ser divulgado.

ENTENDA MAIS SOBRE: , , , , ,

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

2026 já começou

Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.

A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.

Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.

Assine ou contribua com o quanto puder.

Leia também

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo