Mundo

Manifestantes protestam na França contra novo primeiro-ministro indicado por Macron

Presidente confirmou, nesta quinta-feira, a escolha de um político da direita para o cargo

Manifestantes protestam na França contra novo primeiro-ministro indicado por Macron
Manifestantes protestam na França contra novo primeiro-ministro indicado por Macron
Protestos na França. Foto: Sabastien Bozon/AFP
Apoie Siga-nos no

Milhares de manifestantes de esquerda saíram às ruas de toda França neste sábado 7 para protestar contra a nomeação de Michel Barnier, de centro-direita, como primeiro-ministro e denunciar um “golpe de força” do presidente Emmanuel Macron.

Os protestos ocorreram em Paris e em outras cidades, incluindo Nantes, no oeste, Nice e Marselha, no sul, e Estrasburgo, no leste.

Na quinta-feira, Macron nomeou Barnier, um ex-chanceler de 73 anos que atuou como negociador do Brexit para a União Europeia, como primeiro-ministro em uma tentativa de avançar após as eleições antecipadas de julho, nas quais sua aliança centrista perdeu a maioria relativa no Parlamento.

Barnier disse na noite de sexta-feira que está disposto a nomear ministros de todas as tendências políticas, incluindo “pessoas de esquerda”.

Mas a Nova Frente Popular (NFP), a coalizão de esquerda que emergiu como a maior força da França após as eleições, embora sem assentos suficientes para uma maioria absoluta, recebeu a nomeação de Barnier com irritação.

No sábado, muitos manifestantes dirigiram sua raiva a Macron e alguns até pediram sua renúncia.

“A Quinta República está entrando em colapso”, disse a manifestante Manon Bonijol. “Votar (para o Parlamento) será inútil enquanto Macron estiver no poder”, acrescentou a jovem de 21 anos.

O líder de extrema esquerda Jean Luc Mélenchon, cujo partido ‘A França Insubmissa’ (LFI) e seus aliados pertencem ao bloco de esquerda, afirmou que a eleição foi “roubada dos franceses” e convocou os franceses para manifestações nas ruas.

Neste sábado, ele pediu aos seus apoiadores que se preparem para a batalha. “Não haverá pausa”, prometeu.

“A democracia não é apenas a arte de aceitar que você ganhou, é também a humildade de aceitar que você perdeu”, disse Mélenchon.

A aliança de esquerda queria que Lucie Castets, uma economista de 37 anos, se tornasse primeira-ministra, mas Macron rejeitou a ideia, argumentando que ela não sobreviveria a um voto de confiança no Parlamento dividido.

ENTENDA MAIS SOBRE: , , ,

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome

Muita gente esqueceu o que escreveu, disse ou defendeu. Nós não. O compromisso de CartaCapital com os princípios do bom jornalismo permanece o mesmo.

O combate à desigualdade nos importa. A denúncia das injustiças importa. Importa uma democracia digna do nome. Importa o apego à verdade factual e a honestidade.

Estamos aqui, há mais de 30 anos, porque nos importamos. Como nossos fiéis leitores, CartaCapital segue atenta.

Se o bom jornalismo também importa para você, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal de CartaCapital ou contribua com o quanto puder.

Quero apoiar

Leia também

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo