Política

Anielle se pronuncia após demissão de Silvio Almeida: ‘ação contundente’

A ministra pediu ainda respeito ao seu espaço e direito à privacidade

Anielle se pronuncia após demissão de Silvio Almeida: ‘ação contundente’
Anielle se pronuncia após demissão de Silvio Almeida: ‘ação contundente’
São Paulo, 13/04/2023 - A ministra de Igualdade Racial, Anielle Franco, participa do 12º Congresso GIFE, com o tema Desafiando Estruturas de Desigualdade, no Memorial da América Latina. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
Apoie Siga-nos no

A ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, se pronunciou nesta sexta-feira 6 pela primeira vez após as denúncias de que teria sido assediada pelo então ministro Silvio Almeida. O agora ex-ministro foi demitido após o caso vir à tona.

Anielle agradeceu a solidariedade que recebeu após as denúncias virem à tona e classificou como “ação contundente” a decisão do presidente Lula (PT) de demitir o ministro.

A ministra pediu ainda respeito ao seu espaço e direito à privacidade. “Tentativas de culpabilizar, desqualificar, constranger, ou pressionar vítimas a falar em momentos de dor e vulnerabilidade também não cabem, pois só alimentam o ciclo da violência”.

Ela reforçou que seguirá contribuindo com as apurações. A Comissão de Ética da Presidência e a Polícia Federal instauraram investigações sobre o caso.

O caso foi revelado na véspera pelo site Metrópoles – logo depois, a ONG Me Too confirmou ter recebido relatos e acolhido as supostas vítimas.

A PF pediu formalmente à Me Too Brasil, à AGU e à CGU informações detalhadas sobre as denúncias.

ENTENDA MAIS SOBRE: , , ,

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome

Depois de anos bicudos, voltamos a um Brasil minimamente normal. Este novo normal, contudo, segue repleto de incertezas. A ameaça bolsonarista persiste e os apetites do mercado e do Congresso continuam a pressionar o governo. Lá fora, o avanço global da extrema-direita e a brutalidade em Gaza e na Ucrânia arriscam implodir os frágeis alicerces da governança mundial.

CartaCapital não tem o apoio de bancos e fundações. Sobrevive, unicamente, da venda de anúncios e projetos e das contribuições de seus leitores. E seu apoio, leitor, é cada vez mais fundamental.

Não deixe a Carta parar. Se você valoriza o bom jornalismo, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal da revista ou contribua com o quanto puder.

Leia também

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo