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Governo Lula anuncia acordo com 98% dos servidores públicos federais
Diversas categorias reivindicaram recomposições salariais e melhorias na carreira e, em muitos casos, deflagraram greves
O Ministério da Gestão e da Inovação publicou, nesta segunda-feira 2, um balanço dos acordos estabelecidos com os servidores públicos federais, em um contexto de reivindicações de melhorias na carreira e que, em muitos casos, avançaram para greve das categorias.
A pasta afirma ter fechado acordo com 98% das categorias, tendo em vista garantia de reposição salarial e reestruturação das carreiras. Segundo o ministério, foram firmados 45 acordos com representantes de diversos setores do serviço público.
O MGI elencou as categorias nas quais prevaleceram os acordos por meio das mesas específicas e temporárias de negociação, entre elas: servidores da Funai, quadros da Polícia Federal, e policiais rodoviários federais, quadros do magistério federal, e carreiras do meio ambiente, que englobam Ibama, ICMbio, e Ministério do Meio Ambiente.
Ainda de acordo com a pasta, os acordos terão impacto orçamentário de 16 bilhões em 2025. “Mesmo assim, percentualmente, o valor total da folha do Executivo fica menor em relação ao PIB que o último ano do governo anterior. Toda a folha do Executivo representava 2,68% do PIB em 2022. Caiu para 2,61% em 2023 e 2,48% em 2024. No próximo ano, fica 2,59% do PIB”, registrou o ministério no comunicado.
A pasta também reforçou que, para além dos acordos, foi concedido um reajuste linear concedido a todos os servidores, no ano de 2023, no valor de 9%, além do aumento no auxílio-alimentação. Apontou ainda que, em 2024, houve novo reajuste no auxílio-alimentação de R$ 658,00 para R$ 1.000,00 (aumento de 52%); aumento de 51,1% nos recursos destinados à assistência à saúde suplementar (“auxílio-saúde”); e aumento de 51,1% na assistência pré-escolar (“auxílio-creche”), de R$ 321,00 para R$ 484,90, para todos os servidores federais.
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