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Espanha insiste na publicação completa das atas de eleições na Venezuela

Nesta quinta, o Tribunal Supremo de Justiça venezuelano aprovou a vitória do presidente Nicolás Maduro no pleito

Espanha insiste na publicação completa das atas de eleições na Venezuela
Espanha insiste na publicação completa das atas de eleições na Venezuela
O primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez. Foto: Borja Puig de la Bellacasa / LA MONCLOA / AFP
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A Espanha solicitou nesta sexta-feira que as atas das eleições presidenciais na Venezuela de 28 de julho sejam publicada de forma “completa e verificável” para reconhecer seus resultados, um dia após o Tribunal Supremo de Justiça venezuelano aprovar a vitória do presidente Nicolás Maduro.

“Para reconhecer os resultados das eleições presidenciais na Venezuela, é fundamental que as atas com os resultados da votação sejam publicadas de forma completa e verificável, para que haja total transparência”, afirmaram fontes oficiais do Ministério das Relações Exteriores do governo do socialista Pedro Sánchez.

“Enquanto isso não acontecer, não podemos reconhecer o resultado das eleições”, insistiram estas fontes, prometendo que o governo espanhol continuará “trabalhando para que seja respeitada a vontade democrática do povo da Venezuela” com seus aliados europeus e latino-americanos.

Também exigiu “uma solução política baseada no diálogo e na negociação entre os venezuelanos, o fim das prisões e que se mantenha a paz social que o país necessita”.

Sem surpresas, o Tribunal Supremo da Venezuela reconheceu na quinta-feira a reeleição de Maduro, classificando a decisão como “conclusiva”.

Liderada por María Corina Machado, a oposição afirma que seu candidato, Edmundo González Urrutia, venceu e acusa o tribunal de emitir “uma sentença para satisfazer o regime” de Maduro.

A presidente do TSJ e da Sala Eleitoral encarregada pelo caso, Caryslia Rodríguez, leu a sentença que “certifica de forma inquestionável o material eleitoral periciado e valida” os “resultados da eleição presidencial” que colocam Maduro mais seis anos à frente do país.

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