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Com apoio do Brasil, OEA aprova resolução reforçando cobrança por atas na Venezuela

Texto foi adotado por consenso pelas 26 delegações de países-membros que participaram da reunião extraordinária

Com apoio do Brasil, OEA aprova resolução reforçando cobrança por atas na Venezuela
Com apoio do Brasil, OEA aprova resolução reforçando cobrança por atas na Venezuela
O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro. Foto: Federico Parra/AFP
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O Conselho Permanente da Organização dos Estados Americanos (OEA) aprovou, nesta sexta-feira 16, uma resolução que pede ao governo de Nicolás Maduro a publicação dos resultados das questionadas eleições de 28 de julho na Venezuela.

Com apoio do Brasil, o texto foi adotado por consenso pelas 26 delegações de países-membros que participaram da reunião extraordinária, realizada na sede da OEA, em Washington.

O documento insta o Conselho Nacional Eleitoral (CNE) venezuelano a “publicar de maneira expedita as atas com os resultados da votação das eleições presidenciais em cada mesa eleitoral” e permitir “uma verificação imparcial dos resultados”.

Após expressar preocupação com “os relatos de graves irregularidades e violência relacionadas ao processo eleitoral”, a resolução pede ao governo de Maduro que respeite “o direito de se reunir pacificamente” sem represálias, “de não ser submetido a detenções nem a encarceramentos arbitrários” e de ter um “julgamento imparcial”.

O texto, apresentado pelos Estados Unidos na OEA, havia recebido apoio de Antígua e Barbuda, Argentina, Canadá, Chile, Equador, Guatemala, Paraguai, República Dominicana, Suriname e Uruguai.

A comunidade internacional exige a publicação das atas eleitorais desde que o CNE proclamou a vitória de Maduro sobre o candidato opositor, Edmundo González Urrutia, na mesma noite das eleições.

O Conselho Permanente da OEA já havia se reunido no dia 31 de julho para estudar uma resolução que pedia transparência ao governo de Maduro. O texto foi rejeitado na ocasião por não obter a maioria dos votos dos 34 países-membros.

(Com informações da AFP).

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