Política
AGU pede que redes sociais removam vídeo falso de Celso Amorim abraçando Maduro
O vídeo que entrou na mira da AGU chegou a ser publicado pelo deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP)
A Advocacia-Geral da União notificou as redes sociais Instagram, Facebook e X (antigo Twitter) para que removam um vídeo falso que mostra o assessor especial da Presidência Celso Amorim e o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro se abraçando.
O vídeo que entrou na mira da AGU chegou a ser publicado pelo deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP). As imagens, que começaram a circular na última quarta-feira 1º, foram geradas por inteligência artificial.
Os conteúdos sugerem que o encontro teria ocorrido no contexto das discussões a respeito das eleições venezuelanas realizadas no último dia 28 de julho.
A peça em questão mistura cortes de um encontro ocorrido no ano passado entre Amorim e Maduro, como se fosse de agora, juntamente com movimentos gerados por inteligência artificial.
Segundo a AGU, o pedido de remoção fundamentou-se na gravidade da conduta. “Já que tem o efeito de confundir a população sobre a posição do Estado brasileiro a respeito das eleições venezuelanas”, diz o órgão.
Caso não seja acatado o pedido, a AGU requereu que os vídeos sejam marcados com informação de que foram gerados por inteligência artificial.
Logo após o vídeo ser publicado, a Secretaria de Comunicação se pronunciou reforçando que as imagens são falsas e alertou para necessidade de cautela e verificação de informações antes de compartilhá-las.
“No atual contexto, é fundamental que todos os atores políticos e sociais ajam com cautela para evitar uma escalada de violência, priorizando a paz social e a proteção das vidas humanas”, disse a Secom em nota.
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