CartaExpressa

PL publica resolução que proíbe coligações com partidos de esquerda em eleições municipais

Legenda tenta frear eventuais alianças pontuais com PT, PCdoB, Rede, PV e PSOL para manter a ‘nova identidade bolsonarista’

PL publica resolução que proíbe coligações com partidos de esquerda em eleições municipais
PL publica resolução que proíbe coligações com partidos de esquerda em eleições municipais
Foto: Beto Barata/ PL.
Apoie Siga-nos no

O presidente nacional do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, determinou, nesta quarta-feira 31, a proibição de que a sigla feche alianças com ‘agremiações partidárias de espectro político à esquerda’ nas próximas eleições municipais.

Nominalmente, a legenda cita a Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV, e o grupo político formado por PSOL-Rede. A determinação consta em uma resolução nacional da legenda e vale para todas as representações do PL no País.

O candidato ou diretório local que desobedecer a ordem, informa o PL na resolução, estará sujeito a medidas disciplinares previstas no Código de Ética da legenda. A principal punição citada por Valdemar no documento é a intervenção nacional para invalidar a convenção partidária.

A medida adotada pelo PL visa impor um freio aos diretórios que se aproximavam de candidatos ligados ao PT. O caso mais emblemático está na Bahia, onde, nas palavras do presidente estadual da legenda, João Roma, lideranças locais estariam ‘confraternizando com caciques da esquerda’.

Além do PL, o partido Novo também tem buscado controlar seus diretórios municipais. Em abril de 2024, a legenda também aprovou uma diretriz que proíbe coligações com partidos de esquerda como PT, PCdoB, PV, e a federação PSOL-Rede.

Leia a resolução na íntegra:

2869fa918be6996b10cc6f0f9208a712

ENTENDA MAIS SOBRE: , , , , ,

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

2026 já começou

Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.

A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.

Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.

Assine ou contribua com o quanto puder.

Leia também

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo