Política
O está acontecendo na Venezuela não aconteceria no Brasil, diz Barroso
Ministro reforçou que a segurança das urnas eletrônicas e as instituições no Brasil impedem uma fraude eleitoral
O ministro Luís Roberto Barroso, presidente do Supremo Tribunal Federal, afirmou que a crise que está acontecendo na Venezuela após as eleições não aconteceria no Brasil. O ministro fez uma palestra nesta terça-feira 30 na Academia Brasileira de Letras.
Segundo o ministro, que presidiu o Tribunal Superior Eleitoral entre 2020 e 2022, a segurança das urnas eletrônicas e as instituições no Brasil impedem uma fraude eleitoral.
“Isso que está acontecendo na Venezuela hoje não tem nenhuma chance de acontecer no Brasil. O tipo de denúncia que o [Donald] Trump fez na eleição anterior que ele perdeu, de votação pelo correio… Aqui a votação é eletrônica, o código fonte é aberto um ano antes, todo mundo pode fiscalizar”, disse.
“A gente traz observadores estrangeiros, abre para a imprensa, abre para os partidos, para a Polícia Federal, para o Ministério Público. Todo mundo pode olhar e depois a gente lacra o programa”, esclareceu.
Barroso afirmou ainda que as urnas foram ainda mais importantes com a ascensão da extrema-direita e citou os atos golpistas de 8 de Janeiro. “Se essas pessoas achavam que podiam invadir a sede dos três poderes, imagina o que não faziam nas sessões eleitorais que achassem que fossem perder”, comentou.
O processo eleitoral na Venezuela usa o sistema eletrônico para apurar os votos e cédulas físicas para auditar o resultado.
A reeleição de Maduro tem sido questionada pela comunidade internacional. A oposição reivindica ter vencido com 73% dos votos, enquanto o Conselho Nacional Eleitoral (CNE) afirma que as urnas registram 51% dos votos para Maduro, ante 44% de González.
A Organização dos Estados Americanos (OEA), por exemplo, não reconheceu o resultado das eleições. Em comunicado divulgado nesta terça-feira 30, a entidade apontou que há indícios de que Nicolás Maduro, que foi declarado vitorioso pelas autoridades eleitorais do país, distorceu o resultado do pleito.
Para a OEA, o atraso na divulgação dos resultados, que culminou em uma declaração sem informações detalhadas das mesas de votação, contribuiu para as suspeitas.
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