Economia

Justiça da Holanda condena a Braskem por afundamento de solo em Maceió

A indenização a ser paga aos moradores ainda será definida. Os autores da ação criticam termos do acordo no Brasil

Justiça da Holanda condena a Braskem por afundamento de solo em Maceió
Justiça da Holanda condena a Braskem por afundamento de solo em Maceió
Gabrielle Sodré/MAB -
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A Justiça da Holanda apontou responsabilidade da Braskem no afundamento de solo em Maceió (AL) e condenou a petroquímica ao pagamento de indenização por danos morais a pelo menos nove moradores afetados pelo desastre socioambiental.

O valor da reparação ainda será definido. Procurada, a empresa afirmou que contestará a decisão e que mantém seu compromisso com “a segurança das pessoas e com a conclusão das indenizações no menor tempo possível”.

Três juízes assinam a sentença, divulgada nesta sexta-feira 26. As vítimas são representadas pelo escritório Pogust Goodhead. O caso foi levado à Holanda em 2020 porque a petroquímica administra as subsidiárias europeias a partir de Roterdã.

Os moradores sustentaram que acionar a Corte europeia seria “um caminho para se obter justiça, já que no Brasil a empresa não ofereceu compensações adequadas pelos danos sofridos”.

No Brasil, as ofertas por danos morais da Braskem têm sido calculadas por família, não por pessoa. O valor definido no acordo coletivo é de 40 mil reais por núcleo familiar.

Os magistrados holandeses também criticaram os termos do aceto por entender que ele “não contém uma conclusão substantiva sobre a responsabilidade” da empresa pelo afundamento de bairros.

A Corte ainda decidiu que, embora a Braskem tenha celebrado um acordo coletivo no Brasil, não há impedimento para que os moradores processem a companhia na Holanda.

O desastre ambiental relacionado às atividades da Braskem em Maceió ocorreu após anos de exploração de sal-gema, matéria-prima para a produção de soda caústica e cano PVC.

A mineração, de acordo com Serviço Geológico do Brasil, foi responsável pela criação de crateras subterrâneas, que abriram rachaduras em ruas, prédios e casas e atingiram ao menos 60 mil moradores de bairros localizados às margens da Lagoa Mundaú.

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