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Maduro e González encerram a campanha com atos na capital da Venezuela

Outros oito candidatos participam da eleição, sem chances concretas de vitória

Maduro e González encerram a campanha com atos na capital da Venezuela
Maduro e González encerram a campanha com atos na capital da Venezuela
Comício do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, em 25 de julho de 2024. Foto: Raul Arboleda/AFP
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“Eu vou com meu galo Nico” versus “Edmundo presidente”: milhares de apoiadores do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e do oposicionista Edmundo González inundaram Caracas nesta quinta-feira 25 para o encerramento da campanha rumo à eleição presidencial do domingo 28.

O pleito ocorre em meio a advertências de Maduro sobre “um banho de sangue” caso a oposição vença a disputa.

“Mais uma vez nas ruas, de ponta a ponta”, celebrou o presidente diante de uma multidão na emblemática Avenida Bolívar. “Povo nas ruas dizendo: vitória, vitória popular.”

“Constituímos uma nova maioria política, social, cultural que se expressará com uma maioria eleitoral contundente no próximo domingo, porque não só unimos o chavismo, mas estamos todos e todas unidos sem uma única fissura, um único bloco de força.”

Mais cedo, Maduro liderou um ato em Maracaibo, a capital do estado petrolífero de Zulia, onde exibiu o sabre do herói venezuelano Simón Bolívar.

González e a líder oposicionista María Corina Machado, por sua vez, fecharam a campanha no bairro comercial de Las Mercedes, cuja avenida principal também ficou lotada. Entre os gritos estavam “sim, podemos” e “Caracas, presente, Edmundo presidente”.

“Somos vencedores. Este é o momento da mudança na Venezuela”, disse à agência AFP Alan Berríos, mototaxista e entregador de comida de 24 anos.

Já Maduro se apresenta na campanha como um “galo pinto”, uma ave forte e de luta, contra um “pataruco” (ou fraco), como ele se refere a González.

“O galo o representa bem”, disse à AFP Sujei Rodríguez, uma dona de casa de 38 anos. “Ele lutou desde que assumiu, tem sido um galo sempre, por mais difícil que seja.”

Outros oito candidatos participam da eleição, sem chances concretas de vitória.

A corrida presidencial na Venezuela interessa de perto ao conjunto dos países sul-americanos. O assessor especial do presidente Lula (PT) para assuntos internacionais, o ex-chanceler Celso Amorim, mantém o plano de viajar a Caracas na tarde desta sexta, mas não descarta mudanças na programação.

Esta semana foi marcada por atritos entre Maduro, que busca seu terceiro mandato, e lideranças políticas do continente, incluindo Lula. O chavista também questionou a lisura do sistema eletrônico de votação no Brasil, o que levou o Tribunal Superior Eleitoral a desistir de enviar observadores à capital da Venezuela.

(Com informações da AFP)

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