Política
PL na Bahia ameaça destituir diretórios que fizerem alianças com o PT
Legenda tenta barrar as alianças municipais do PL com partidos de esquerda como PV, PT, PSOL e PCdoB
O presidente do PL na Bahia, João Roma, ameaçou nesta quarta-feira 24 destituir o diretório municipal do PL que se aliar com qualquer partido da coligação que engloba os partidos PV, PT, PSOL e PCdoB.
“Venho por meio deste comunicado, reiterar a informação de que é proibida qualquer aliança, coalizão e/ou acordo e associação de marcas entre o PL-Bahia e a coligação que engloba os partidos PV, PT, PSOL e PCdoB”, disse.
A declaração de Roma, que é ex-ministro da Cidadania durante o governo Jair Bolsonaro (PL), é após o deputado federal Capitão Alden (PL-BA) publicar em suas redes sociais que lideranças do PL do município de Una estavam confraternizando com caciques da esquerda.
O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, também já se manifestou contra a possibilidade de alianças eleitorais entre o PL e o PT.
“Que fique bem claro: não existe nenhuma hipótese de coligação com o PT. Somos oposição e assim seguiremos”, afirmou o político no X, o antigo Twitter, em 2023.
Além do PL, o partido Novo também tem buscado controlar seus diretórios municipais. Em abril de 2024, a legenda aprovou uma diretriz que proíbe coligações com partidos de esquerda como PT, PCdoB, PV, e a federação PSOL-Rede.
2026 já começou
Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.
Assine ou contribua com o quanto puder.
Leia também
Vereadora do PL lidera corrida pela prefeitura de Aracaju, diz levantamento
Por Wendal Carmo
Nunes ofende Boulos em convenção do PL e se refere ao adversário como ‘vagabundo’
Por CartaCapital



