Política

TCU nega irregularidades na compra de mobília do Palácio da Alvorada

O caso foi ao TCU após parlamentares de oposição pedirem uma investigação contra o governo Lula (PT) pela compra dos móveis

TCU nega irregularidades na compra de mobília do Palácio da Alvorada
TCU nega irregularidades na compra de mobília do Palácio da Alvorada
Palácio da Alvorada é a residência oficial do presidente da República. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
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O Tribunal de Contas da União (TCU), em uma sessão realizada nesta quarta-feira 24, negou irregularidades na compra de móveis para o Palácio do Planalto.

“O caráter emergencial foi devidamente justificado. A unidade instrutora também não detectou nenhum indício de irregularidade […] tampouco apontou o indício de sobrepreço ou direcionamento da contratação, devido à ampla pesquisa de preço realizada”, disse o ministro Jorge Oliveira, relator.

O caso foi ao TCU após parlamentares de oposição pedirem uma investigação contra o governo Lula (PT) por  possíveis irregularidades na aquisição. Além disso, também questionaram a compra de ‘itens de luxo’.

Em fevereiro de 2023, o governo publicou no Diário Oficial da União um extrato da contratação para aquisição, sem licitação, de 11 móveis pelo valor total de 379,4 mil reais.

Segundo o governo, a medida era necessária devido às condições da residência oficial da Presidência. O local, de acordo com o governo, foi deixado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em condições precárias.

A primeira-dama Janja chegou a mostrar que o Palácio do Planalto contava manchas em carpetes, danos a obras de arte e a falta de mobília na residência.

A mobília desaparecida, inclusive, chegou a ser um ponto de embate entre os casais presidenciais. Os cerca de 261 itens foram encontrados meses após a mudança de Lula e Janja ao local.

O relatório da área técnica do TCU ainda disse não ver irregularidades por aquisição de móveis de luxo, uma vez que é autorizada “a aquisição de bens dotados com características superiores quando destinados ao uso nas dependências de palácios e das residências oficiais da Presidência”.

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