Política
Após ‘apagão cibernético’, Pacheco defende regulamentação da IA no Brasil
O presidente do Senado prorrogou por 60 dias o prazo de funcionamento de uma comissão temporária sobre o tema
O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), mencionou o “apagão cibernético” desta sexta-feira 19 ao voltar a defender a regulamentação da inteligência artificial no Brasil.
Ele é o autor de um projeto em tramitação na Casa Alta. Na quarta 17, Pacheco prorrogou por 60 dias o prazo de funcionamento da comissão temporária sobre o tema. O relator da matéria é o senador Eduardo Gomes (PL-TO).
“Quando há uma falha, a reação em cadeia é prejudicial a milhares de pessoas”, disse Pacheco, em nota. “Esse ambiente nos alerta para os riscos da segurança cibernética, e nos lembra ser essencial a regulamentação da inteligência artificial, projeto de minha autoria, para que tenhamos um cenário mais claro, seguro e adequado em relação ao uso de ferramentas virtuais e seus efeitos práticos sobre a sociedade.”
A instalação da comissão ocorreu em agosto de 2023 e os senadores se debruçaram sobre diversos projetos relacionados a IA.
Entre os principais temas abordados estão a definição de princípios éticos para inteligência artificial, a criação de uma Política Nacional de IA e a regulação do uso dessa tecnologia em áreas como publicidade e justiça, além de mecanismos de governança e de responsabilização.
O “apagão cibernético” desta sexta, um dos maiores registrados nos últimos anos, afetou diversas atividades em todo o planeta, incluindo companhias aéreas internacionais, bancos, hospitais, empresas ferroviárias e do setor de telecomunicações.
A falha foi provocada por uma atualização corrompida nos sistemas operacionais Windows, da Microsoft, de um programa de antivírus da empresa americana de cibersegurança CrowdStrike Falcon, que descartou um ataque hacker ou um problema de segurança cibernético.
“Gostaria de pedir desculpas pessoalmente a todas as organizações, grupos e indivíduos que foram afetados por esta interrupção”, declarou o diretor-geral da CrowdStrike, George Kurtz, à emissora americana CNBC.
2026 já começou
Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.
Assine ou contribua com o quanto puder.
Leia também
Em dia de ‘apagão’, mundo já registra mais de 35 mil voos atrasados e 4 mil cancelados
Por CartaCapital
Apagão global atingiu companhias aéreas, bancos e hospitais; confira um balanço
Por AFP
Sistemas internos do STF foram afetados por ‘apagão cibernético’ global
Por André Lucena



