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Número de mortos em ataque a campo de deslocados em Gaza sobe para 90

O Ministério da Saúde de Gaza denunciou um ‘massacre’ e anunciou 300 feridos

Número de mortos em ataque a campo de deslocados em Gaza sobe para 90
Número de mortos em ataque a campo de deslocados em Gaza sobe para 90
Mulher palestino chora em frente a um necrotério em Khan Yunis em 13 de julho de 2024, após um ataque israelense. Foto: Eyad Baba/AFP
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O Ministério da Saúde da Faixa de Gaza, governada pelo Hamas, anunciou neste sábado 13 que o número de mortos deixados por um bombardeio israelense contra um campo de deslocados situado no sul da Faixa de Gaza subiu para 90.

O Ministério condenou o que chamou de “massacre” e informou que 90 pessoas foram mortas, “metade delas mulheres e crianças”, e que outras 300 ficaram feridas no ataque.

O Exército israelense declarou ter realizado uma operação naquela área que tinha como alvo um comandante militar do Hamas.

Entenda o ataque

A ofensiva israelense ocorreu no campo de deslocados de Al Mawasi, no sul da Faixa de Gaza.

A área de Al Mawasi, na costa entre Rafah e Khan Younis, foi declarada “zona humanitária” por Israel, teoricamente segura para os deslocados.

A Agência das Nações Unidas para os Refugiados da Palestina (UNWRA) estima que cerca de 1,5 milhão de pessoas estejam em Al Mawasi, disse um porta-voz à AFP.

O bombardeio deste sábado atingiu a parte que fica no setor de Khan Younis.

“Ainda há muitos corpos de mártires espalhados pelas ruas, sob os escombros e ao redor das tendas dos deslocados que não podem ser acessados devido aos intensos bombardeios da ocupação”, disse Mahmud Bassal, porta-voz da Defesa Civil que mencionou um “novo massacre”.

As vítimas foram levadas para vários hospitais da região.

O diretor do hospital kuwaitiano em Rafah, Suhaib al Hams, disse que a maioria das vítimas sofreu ferimentos graves, incluindo amputações.

Ele descreveu a situação como um “verdadeiro desastre em meio ao colapso do sistema de saúde”, segundo um comunicado.

Na última semana, vários bombardeios atingiram escolas que acolhem deslocados em um período de quatro dias, causando pelo menos 49 mortes, segundo fontes em Gaza, entre elas o Hamas.

Israel alegou que tinha “terroristas” como alvo.

O conflito entre o Exército israelense e o Hamas na Faixa de Gaza eclodiu em 7 de outubro, quando comandos islamistas mataram 1.195 pessoas, a maioria civis, e sequestraram 251 no sul de Israel, segundo um balanço da AFP baseado em dados oficiais israelenses.

Em resposta, Israel lançou uma ofensiva que já matou 38.345 pessoas em Gaza, a maioria civis, segundo o Ministério da Saúde do território, governado pelo Hamas desde 2007.

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