CartaExpressa
A cautela de Pacheco sobre PEC que dá ainda mais autonomia ao Banco Central
A matéria está na pauta da Comissão de Constituição e Justiça do Senado
O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), pediu nesta terça-feira 9 “cautela” em relação à proposta de emenda à Constituição que garante autonomia financeira e administrativa ao Banco Central.
A matéria está na pauta desta semana na Comissão de Constituição e Justiça, mas pode não entrar em votação, diante da falta de consenso.
O Banco Central já tem autonomia operacional, concedida pela Lei Complementar nº 179, de 24 de fevereiro de 2021. Agora, a PEC diz buscar “a garantia de recursos para que atividades relevantes para a sociedade sejam executadas sem constrangimentos financeiros, tanto para a instituição quanto para o Tesouro Nacional”.
“O mérito é bem razoável. Temos que avaliar apenas a questão das circunstâncias de momento”, disse Pacheco nesta terça.
Segundo ele, a lei em vigor sobre a autonomia operacional do BC ainda está em discussão na sociedade, que não conseguiu aferir se ela foi positiva para o País.
“Teria um pouco mais de cautela e prudência em relação a esse tema, ampliando o tema para servidores do Banco Central, agentes regulados pelo BC e o próprio governo federal.”
Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome
Depois de anos bicudos, voltamos a um Brasil minimamente normal. Este novo normal, contudo, segue repleto de incertezas. A ameaça bolsonarista persiste e os apetites do mercado e do Congresso continuam a pressionar o governo. Lá fora, o avanço global da extrema-direita e a brutalidade em Gaza e na Ucrânia arriscam implodir os frágeis alicerces da governança mundial.
CartaCapital não tem o apoio de bancos e fundações. Sobrevive, unicamente, da venda de anúncios e projetos e das contribuições de seus leitores. E seu apoio, leitor, é cada vez mais fundamental.
Não deixe a Carta parar. Se você valoriza o bom jornalismo, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal da revista ou contribua com o quanto puder.


