Política
Maioria dos gaúchos acredita que tragédia poderia ter sido evitada, diz pesquisa
Levantamento do Datafolha mostra que moradores do RS culpam políticos e população pelo desastre
Pelo menos 70% dos moradores do Rio Grande do Sul afirmam que a tragédia causada pelas inundações no estado poderiam ter sido evitadas.
A maioria dos gaúchos responsabiliza os governos, parlamentares e a própria população pelo desastre. Os dados são da última pesquisa Datafolha, divulgada neste domingo 30.
A percepção, principalmente entre os moradores da capital Porto Alegre, é de que os danos poderiam ser reduzidos ou evitados.
Na região metropolitana dia capital, oito em cada dez moradores afirmam que a destruição era evitável, enquanto 18% dizem que não.
No interior, a percepção é levemente diferente, onde 67% dos entrevistados respondeu que os estragos poderiam ser evitados.
Documentos mostram que os governantes do estado foram omissos quanto aos alertas de engenheiros do Departamento Municipal de Águas e Esgotos sobre as condições do sistema de prevenção contra enchentes.
Problemas no sistema de bombeamento e contenção da capital também já haviam sido identificados, mas não resolvidos durante sucessivos governos.
A maioria dos gaúchos responsabiliza, tanto governos locais, quanto a gestão federal e a própria população pelos estragos.
As prefeituras foram citadas como responsáveis por 85% dos gaúchos, sendo que 44% falam em “muita culpa”, e outros 41% afirma que há “um pouco de culpa”.
O governo estadual é citado por 83% dos gaúchos, quando questionados sobre uma possível escala de culpa. Já o governo federal tem culpa na destruição para 80% da população do estado.
A pesquisa entrevistou 2.457 brasileiros, em todas as regiões do País, sendo 567 moradores do RS. A margem de erro para a amostra do estado é de 4 pontos percentuais para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.
2026 já começou
Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.
Assine ou contribua com o quanto puder.


