Política

Se vier para cima, vai tomar na testa, diz Ricardo Nunes sobre ações da GCM na Cracolândia

O prefeito de São Paulo criticou a decisão da Justiça que impôs limites à atuação da Guarda na região

Se vier para cima, vai tomar na testa, diz Ricardo Nunes sobre ações da GCM na Cracolândia
Se vier para cima, vai tomar na testa, diz Ricardo Nunes sobre ações da GCM na Cracolândia
O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes. Foto: Agência Brasil
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O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), afirmou nesta quarta-feira 26 que deve recorrer da decisão que proibiu a Guarda Civil Metropolitana de usar balas de borracha e bombas de gás em operações na região conhecida como Cracolândia, no centro da cidade.

A decisão da Justiça visa impedir que os guardas trabalhem como policiais. Nunes, por sua vez, contesta a determinação. “A GCM não vai tratar com rosa quem está agredindo alguém. Não vai”, disse o emedebista. “A GCM vai usar sua expertise para garantir a segurança da pessoa e dos nossos agentes.”

O prefeito chegou a usar a expressão “vai tomar na testa” para se referir ao que a prefeitura pretende fazer caso alguém enfrente o poder público. 

“Ali a gente sabe que tem traficante, muitas ações ocorrem para fazer enfrentamento público. Se vier para cima da gente, vai tomar, mas na testa, porque não vamos aceitar.”

A Justiça de São Paulo acolheu parte dos pedidos de uma ação movida pelo Ministério Público em 2017, quando uma megaoperação ocorreu na Cracolândia. À época, os usuários se concentravam na Praça Júlio Prestes.

A GCM tem o prazo de 60 dias para formular um plano de atuação na região. Segundo a Justiça, será preciso desenvolver um canal de comunicação para denúncias de abuso por parte dos agentes.

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