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Presidente do CFM diz que ‘autonomia da mulher’ deve ter limites
Em sessão no Senado, Hiran da Silva Gallo defendeu que é dever constitucional ‘proteger a vida de qualquer um’
O presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM), José Hiran da Silva Gallo, afirmou que a “autonomia da mulher” deve ser limitada quando se fala em aborto legal após a 22ª semana.
“A autonomia da mulher esbarra, sem dúvida, no dever constitucional imposto a todos nós, de proteger a vida de qualquer um, mesmo ser humano formado por 22 semanas”, disse.
Gallo participou nesta segunda-feira 17 da sessão do Senado liderada pelo bolsonarista Eduardo Girão (Novo-CE) que discutiu o aborto legal no Brasil. O debate foi marcado por performances e só reuniu defensores do projeto que busca igualar o aborto ao crime de homicídio.
Além disso a sessão também discutiu a resolução do CFM que limita o aborto legal resultante de estupro após 22 semanas de gestação. A medida foi suspensa pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.
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