CartaExpressa
Toffoli autoriza dono de posto que deu origem à Lava Jato a acessar mensagens de procuradores
O ministro do STF citou casos semelhantes em que investigados puderam ler os diálogos
O ministro do Supremo Tribunal Federal Dias Toffoli autorizou Carlos Habib Chater a acessar as mensagens trocadas por integrantes da força-tarefa de Curitiba (PR) da Lava Jato. O doleiro é o dono do posto de combustíveis que deu origem à operação.
A decisão foi tomada na quinta-feira 13. O magistrado acolheu o argumento de que, por Chater ter sido o principal alvo da primeira fase da Lava Jato, deveria acessar os diálogos que compõem o acervo da Operação Spoofing.
A estratégia vem sendo adotada pelas defesas de diversos investigados. Para embasar a decisão, Toffoli citou casos em que o Supremo já decidiu de maneira favorável a alvos da operação que buscam a íntegra das mensagens.
O ministro também apontou que “já foram deferidos diversos compartilhamentos das informações” a órgãos como o Tribunal de Contas da União, o Superior Tribunal de Justiça e a Advocacia-Geral da União.
Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome
Muita gente esqueceu o que escreveu, disse ou defendeu. Nós não. O compromisso de CartaCapital com os princípios do bom jornalismo permanece o mesmo.
O combate à desigualdade nos importa. A denúncia das injustiças importa. Importa uma democracia digna do nome. Importa o apego à verdade factual e a honestidade.
Estamos aqui, há mais de 30 anos, porque nos importamos. Como nossos fiéis leitores, CartaCapital segue atenta.
Se o bom jornalismo também importa para você, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal de CartaCapital ou contribua com o quanto puder.


