Mundo
Homem é preso no Reino Unido por tirar preservativo sem o consentimento da parceira
A retirada não consentida do preservativo é tipificada como estupro na Inglaterra e no País de Gales
Um tribunal britânico ordenou, nesta quinta-feira 13, a prisão de um homem por tirar o preservativo durante uma relação sexual, em um caso que a polícia de Londres qualificou como um marco legal.
A polícia da capital britânica informou que Guy Mukendi, de 39 anos e residente no sul de Londres, foi condenado a quatro anos e três meses de prisão, após ser ter sido considerado culpado em abril.
O homem já havia sido detido em maio do ano passado depois de uma jovem apresentar uma denúncia de agressão sexual em Brixton, no sul de Londres.
A polícia londrina afirmou que a jovem tinha consentido ter relações sexuais com Mukendi, contanto que ele usase o preservativo. Entretanto, durante o ato sexual, o homem retirou a camisinha sem o conhecimento da vítima.
A retirada não consentida do preservativo é tipificada como estupro na Inglaterra e no País de Gales.
A polícia declarou que esses julgamentos são “muito incomuns” devido à falta de denúncias, mas que a corporação está comprometida a buscar “justiça” para as vítimas.
“Este caso é um marco e ocorre no momento em que a polícia metropolitana continua seu compromisso de se concentrar mais nos suspeitos de crimes que afetam de forma desproporcional mulheres e meninas”, declarou a polícia por meio de nota.
“Durante a investigação, Mukendi negou qualquer ato ilícito, mas nossos agentes construíram um caso convincente contra ele para que os jurados não tivessem dúvidas”, afirmou o detetive Jack Earl, que chefiou a investigação. “Estávamos decididos a fazer justiça para a vítima e seguiremos conscientizando que este delito é uma forma de estupro.”
2026 já começou
Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.
Assine ou contribua com o quanto puder.



