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Conselho de Segurança da ONU vota projeto dos EUA por trégua em Gaza

Em uma primeira fase, o plano prevê um cessar-fogo de seis semanas acompanhado de um recuo de Israel das áreas densamente povoadas de Gaza

Conselho de Segurança da ONU vota projeto dos EUA por trégua em Gaza
Conselho de Segurança da ONU vota projeto dos EUA por trégua em Gaza
Reunião do Conselho de Segurança da ONU Foto: ANGELA WEISS / AFP
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O Conselho de Segurança da ONU votará, nesta segunda-feira (10), um projeto de resolução dos Estados Unidos para apoiar a proposta de cessar-fogo em Gaza e pedir ao Hamas que a aceite, anunciou a Presidência sul-coreana.

A última versão do texto, à qual a AFP teve acesso, “saúda” uma proposta de trégua anunciada em 31 de maio pelo presidente americano, Joe Biden. Também afirma, diferentemente das versões anteriores, que o plano foi “aceito” por Israel.

O projeto de resolução insta o movimento islamista palestino Hamas a “também aceitá-lo e as duas partes a aplicarem plenamente os seus termos, sem demora e sem condições”.

Em uma primeira fase, o plano prevê um cessar-fogo de seis semanas acompanhado de um recuo de Israel das áreas densamente povoadas de Gaza, a libertação de certos reféns sequestrados durante o ataque do Hamas e de prisioneiros palestinos detidos por Israel.

“Queremos pressionar o Hamas para que aceite este acordo, (…) é por isso que temos esta resolução, porque estamos prestes a conseguir algo realmente importante”, acrescentou o representante dos Estados Unidos, país que tem sido amplamente criticado por bloquear vários projetos de resolução que pediam um cessar-fogo em Gaza.

O Hamas ainda não reagiu oficialmente à proposta.

Embora Biden tenha afirmado que o plano surgiu de Israel, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, disse que pretende continuar a guerra até acabar com o Hamas.

O secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, em visita ao Oriente Médio, pediu nesta segunda-feira que os países da região pressionem o movimento islamista palestino para que aceite o acordo.

“Minha mensagem para os governos na região (…) é que, se quiserem um cessar-fogo, pressionem o Hamas para que diga sim”, declarou aos jornalistas no Cairo.

Desde o ataque sem precedentes do Hamas em 7 de outubro e da resposta israelense em Gaza, o Conselho de Segurança tem lutado para se expressar de forma unida sobre o conflito.

Depois de duas resoluções focadas principalmente na ajuda humanitária, no final de março finalmente exigiu um “cessar-fogo imediato” durante o Ramadã, com a abstenção dos Estados Unidos.

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