CartaExpressa
Caso Marielle: O novo encontro entre Rivaldo Barbosa e a Polícia Federal
O ministro do STF Alexandre de Moraes determinou um novo depoimento do delegado
A Polícia Federal deve ouvir na próxima segunda-feira 3 o delegado da Polícia Civil do Rio de Janeiro Rivaldo Barbosa, denunciado pela Procuradoria-Geral da República sob a suspeita de envolvimento direto nos assassinatos da vereadora Marielle Franco (PSOL) e do motorista Anderson Gomes, em março de 2018.
Barbosa pediu para depor à PF e o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes acolheu a solicitação na segunda-feira 27. O ministro mandou a corporação realizar a oitiva em até cinco dias após a notificação e conferiu ao delegado o direito ao silêncio e a garantia de não autoincriminação.
A PGR denunciou Barbosa pelos homicídios qualificados de Marielle e Anderson, por tentativa de homicídio da assessora parlamentar Fernanda Chaves e por organização criminosa.
Segundo a denúncia, ele encorajou a decisão de matar Marielle e prestou auxílio intelectual aos envolvidos, inclusive com orientação sobre onde não deveriam cometer os assassinatos. À época, o acusado era diretor da Divisão de Homicídios da Polícia Civil. Um dia antes dos homicídios, tornou-se chefe da corporação.
Em 17 de maio, Moraes manteve a prisão preventiva de Rivaldo Barbosa, acolhendo uma recomendação do procurador-geral da República, Paulo Gonet, para quem o delegado “não comprovou nenhuma mudança fática ou jurídica apta a alterar o panorama da decisão judicial que deferiu a custódia máxima.”
2026 já começou
Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.
Assine ou contribua com o quanto puder.
Leia também
Pagamento por assassinato de Marielle envolvia dinheiro e a chefia de milícia, diz Lessa em delação
Por CartaCapital
Brazão tentou beneficiar região ao lado de área que seria recompensa por morte de Marielle
Por Agência Pública
CNJ afasta desembargadora que fez postagens ofensivas contra Marielle Franco
Por André Lucena


