Mundo
A corrida contra o tempo em Papua-Nova Guiné para evacuar 8 mil pessoas por ameaça de deslizamento
‘É como uma bomba ou um disparo, e as rochas seguem caindo’, descreveu administrador provincial
Papua-Nova Guiné começou a evacuar 7.900 pessoas de cidades vizinhas ao local de um grande deslizamento de terra, diante do temor de que a tragédia se repita, anunciou nesta terça-feira 28 uma autoridade provincial.
“Estamos tentando retirá-las”, disse Sandis Tsaka, administrador provincial de Enga. “A todo momento você ouve rochas se partindo, é como uma bomba ou um disparo, e as rochas seguem caindo”, descreveu, acrescentando que é aguardada a chegada de policiais e militares para interditar as áreas mais perigosas.
O povoado de Yambali foi quase totalmente destruído quando parte do monte Mungalo desabou, na madrugada de sexta-feira, e atingiu centenas de casas e moradores que dormiam.
O centro nacional de desastres de Papua-Nova Guiné teme que mais de 2 mil pessoas tenham sido soterradas, embora apenas cinco corpos e uma perna tenham sido retirados dos escombros.
Os trabalhos de resgate foram afetados pela dificuldade de acesso ao local, que fica em uma área montanhosa, e por conflitos tribais, que dificultam o deslocamento por uma estrada.
Segundo Tsaka, moradores começaram a cavar com as mãos em busca de familiares. O administrador visitou o local em duas ocasiões e contou que ele foi devastado: “Essa era uma área muito povoada, com casas, lojas, igrejas e escolas, e foi tudo destruído. Agora parece a superfície da Lua, só há rochas.”
Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome
Muita gente esqueceu o que escreveu, disse ou defendeu. Nós não. O compromisso de CartaCapital com os princípios do bom jornalismo permanece o mesmo.
O combate à desigualdade nos importa. A denúncia das injustiças importa. Importa uma democracia digna do nome. Importa o apego à verdade factual e a honestidade.
Estamos aqui, há mais de 30 anos, porque nos importamos. Como nossos fiéis leitores, CartaCapital segue atenta.
Se o bom jornalismo também importa para você, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal de CartaCapital ou contribua com o quanto puder.


