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76% dos brasileiros rejeitam a PEC que turbina salários de juízes, aponta pesquisa Quaest
A proposta avaliada pelos entrevistados já passou pela CCJ do Senado e chegou para discussão no plenário
Uma nova pesquisa Quaest, divulgada pelo jornal O Globo deste sábado 11, mostra que a maioria dos brasileiros rejeitam a chamada PEC do Quinquênio, uma proposta de lei que, na prática, turbina o salário de juízes, promotores e outros integrantes do Poder Judiciário. O texto está em tramitação no Senado Federal.
Ao todo, aponta a pesquisa, 76% dos entrevistados pela Quaest rejeitam a proposta. Só 13% são favoráveis ao texto que prevê o pagamento de bônus aos membros dos tribunais e outras instâncias judiciárias. Há, ainda, outros 11% que não sabem ou não quiseram responder.
Não há, segundo o jornal, nenhum segmento da sociedade que aprova o texto. Conforme a publicação, a Quaest registra apenas variações no índice de rejeição em cada camada pesquisada. Eleitores de Jair Bolsonaro (PL), por exemplo, são 86% contrários ao texto. Já no grupo dos que votam em Lula (PT), a rejeição soma 70%.
A PEC do Quinquênio, em linhas gerais, prevê a concessão de um acréscimo de 5% a cada cinco anos de exercício das carreiras. Além de juízes, devem receber o incremento de salários, os integrantes do Ministério Público e delegados da Polícia Federal. Um resumo da proposta foi apresentado aos entrevistados durante a pesquisa.
O formulário também apontava que o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG) teria pautado a medida. O texto, de fato, já pode ser votado no Plenário, uma vez que já foi aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça da Casa. Antes, porém, Pacheco tem atuado para vencer resistências. Ele trabalha, inclusive, com a possibilidade de desidratação da proposta.
Uma das ideias principais seria recuar na ampliação de carreiras que receberão o bônus. A medida reduziria o impacto de 82 bilhões de reais até 2026. O montante não foi citado aos entrevistados.
Ao todo, a Quaest ouviu 2.045 pessoas entre os dias 2 e 5 de maio. A margem de erro estimada é de 2,2 pontos percentuais e o nível de confiança é de 95%.
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