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Tragédia no RS pode forçar o Brasil a importar arroz e feijão, diz Lula

Estima-se que o estado seja responsável por cerca de 70% de toda a produção de arroz do país

Tragédia no RS pode forçar o Brasil a importar arroz e feijão, diz Lula
Tragédia no RS pode forçar o Brasil a importar arroz e feijão, diz Lula
Foto: AFP
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) indicou que o país pode recorrer à importação de arroz e feijão para evitar o aumento dos preços desses itens, devido aos danos causados pelas chuvas no Rio Grande do Sul.

Em entrevista a rádios, nesta terça-feira 7, Lula destacou os riscos de que a produção de itens básicos no RS seja prejudicada. Por isso, levantou a possibilidade de importar arroz e feijão.

“Agora, com a chuva, eu acho que nós atrasamos de vez a colheita do Rio Grande do Sul. Se for o caso, para equilibrar a produção, a gente vai ter que importar arroz, a gente vai ter que importar feijão para que a gente coloque na mesa do povo brasileiro um preço compatível com aquilo que ele ganha”, afirmou Lula.

O Rio Grande do Sul é responsável por cerca de 70% de toda a produção de arroz do país, segundo dados da consultoria Datagro, divulgados pelo G1. No que se refere à colheita deste ano, 82,9% das lavouras já foram colhidas, de acordo com o Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga).

A maior parte da entrevista foi dedicada à tragédia gaúcha, que já deixou 90 pessoas mortas e afetou mais de 1 milhão de pessoas.

O petista afirmou que os ministérios já estão autorizados a liberar novos recursos emergenciais ao estado.

“O emergencial começar a ser liberado hoje, vários ministérios já têm autorização para começar a liberar recursos iniciais para os primeiros socorros”, afirmou.

Lula também destacou que ainda não é possível ter uma noção exata da extensão dos danos ao estado.

“A dificuldade inicial é que nenhum prefeito […] tem noção do estrago que foi feito. Por enquanto, as pessoas imaginam, pensam. Mas a gente só vai ter o estado real quando a água baixar e a gente ver o que aconteceu de fato no Rio Grande do Sul”, disse.

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