Economia

Cashback na reforma tributária pode beneficiar 73 milhões de pessoas

Por meio desse mecanismo, o Estado devolverá parte do imposto pago por famílias de baixa renda

Cashback na reforma tributária pode beneficiar 73 milhões de pessoas
Cashback na reforma tributária pode beneficiar 73 milhões de pessoas
Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil
Apoie Siga-nos no

O Ministério da Fazenda estima que 73 milhões de pessoas terão direito ao cashback após a regulamentação da reforma tributária. Trata-se de um mecanismo por meio do qual o Estado devolverá parte do imposto pago por famílias de baixa renda.

A reforma unificará, a partir de 2033, cinco tributos — ICMS, ISS, IPI, PIS e Cofins — em uma cobrança única, dividida entre os níveis federal (com a Contribuição sobre Bens e Serviços, CBS) e estadual/municipal (com o Imposto sobre Bens e Serviços, IBS).

Conforme o projeto de regulamentação encaminhado pelo governo ao Congresso, haverá uma devolução de no mínimo:

  • 100% para o valor pago na CBS no caso do gás de cozinha;
  • 50% para a CBS no caso de energia elétrica, água e esgoto; e
  • 20% para a CBS e para o IBS nos demais casos.

“A autonomia federativa é preservada ao se prever que os entes poderão, por lei específica, fixar percentuais superiores de devolução da sua parcela da CBS ou do IBS (não podendo exceder 100%)”, diz o novo texto.

A devolução dos tributos se destina às famílias com renda per capita de até meio salário-mínimo inscritas no Cadastro Único.

A projeção de que o cashback beneficiará 73 milhões foi divulgada nesta quinta-feira 25 pelo diretor de Programa da Secretaria Extraordinária da reforma tributária do Ministério da Fazenda, Rodrigo Orair. “Estamos falando de mais da metade das famílias onde estão as crianças brasileiras”, enfatizou.

ENTENDA MAIS SOBRE: , , , , ,

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

2026 já começou

Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.

A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.

Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.

Assine ou contribua com o quanto puder.

Leia também

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo